Na internet, todo o tipo de comentário é feito. Muitas pessoas não pensam antes de se posicionar, principalmente por estarmos em um meio cheio de liberdade e sem muitas limitações aparentes. Isso rendeu, para mim, o comentário mais impressionante e triste que já ouvi sair das palavras de alguém.
O Twitter é um site que nos permite realizar postagens curtas, sobre basicamente qualquer coisa que desejarmos. Todo mundo conhece a regra: precisamos expressar o que pensamos em apenas 140 caracteres. Nunca fui muito adepta dessa ferramenta: é interessante para saber o que acontece no mundo com uma velocidade impressionante, mas para mim é dificil me expor em tão poucas palavras. Minhas opiniões tomariam muito mais espaço, e as coisas que podem ser ditas com poucas delas simplesmente não interessariam a ninguém. Mas ok, de vez em quando estou por lá.
Aí me deparei com uma postagem em minha timeline (um retweet, o que me deixa ainda mais surpresa: como DUAS pessoas no mundo podem afirmar uma coisa dessas e ainda achar normal?) que dizia: "Uso tanto o twitter que agora também penso em 140 caracteres". Com uma naturalidade impressionante, essa pessoa consegue afirmar que pensa em 140 caracteres e não vê nada de errado nisso. Mas tem alguma coisa muito errada. Não aprendemos com nossa família, com a escola, com livros, que precisamos ter nossa própria opinião? Precisamos pensar fora da caixinha, precisamos nos impor?
Acho que não preciso me extender muito em porque acho isso algo tão horrível. Já li essa frase a algum tempo e ainda não a esqueci. Sinceramente, duvido que isso venha acontecer em breve. Porque essa pessoa que só queria ser legal e falou que gosta taaaaanto do twitter que começou a PENSAR do jeito que fala lá...
Me fez ter vergonha dessa geração que acha que passar o dia colado no computador é ótimo, que acha que livros são inúteis, maçantes e ultrapassados. Eu pensei que a nossa juventude - a minha juventude - fosse mais do que isso. É triste saber que posso estar enganada.
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quinta-feira, 19 de maio de 2011
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Making momma so proud.

Ultimamente tenho escutado muitas pessoas falando sobre as crianças e seu desejo cada vez maior de crescer. Parece que elas não tem conseguido aproveitar a fase da vida pela qual passam, querendo sempre estar um passo a frente, aparentando mais do que elas de fato são. Realmente, concordo com o fato de que cada vez mais essa tendência vem crescendo, mas não tenho tanta certeza em relação aos que dizem que isso seria errado.
O maior argumento dado pelos que são contra essa pressa é que as crianças estão perdendo um período de sua vida que nunca poderão viver novamente, e que, se não bem aproveitado, pode trazer problemas no futuro. Não sei, para mim isso sempre pareceu algo natural. Talvez brincar de gente grande não devesse ser algo levado de uma forma tão séria, e sim interpretado com a mesma conotação que as crianças dão à brincadeira.
Eu, quando criança, sonhava em ser adolescente. Queria ter namorados, queria me maquiar, usar roupas lindas, pintar as unhas... Nenhum desses fatores é algo que uma criança faz com naturalidade, certo? É exatamente esse o meu ponto. As crianças sonham com o momento em que se tornarão "grandes" e, certo, brincam de ser adultos. Que mal faz a criança pintar suas unhas com esmaltes infantis ou se arrumar com as maquiagens da mãe de vez em quando? Isso se torna uma atividade divertida, que faz com que as elas aproveitem sim o momento no qual vivem (ou você já viu alguém maquiado da mesma forma que uma criança brinca de se maquiar?) sonhando com o que serão um dia. Claro, sem exageros.
Enquanto as crianças puderem se divertir dessa forma, aproveitando o presente se divertindo com o futuro, dou meu apoio. E, pais preocupados, por favor deixem essa paranóia de lado: o que seu filho faz é exatamente o que você fazia muitos anos atrás.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Política.
Eleições. De vez em quando, a galera tem a chance de fazer algo pelo país, tentando mudar as diversas insatisfações apresentadas por... bem, todo mundo. Não lembro de ter ouvido muita gente comentar sobre como a política no Brasil é ótima. Então, de quatro em quatro anos (se não contarmos as eleições para prefeito), é nos dada a oportunidade de exercer a mudança que cobramos.
Claro, sempre há o comentário "Mas pra quê? Só tem candidato corrupto mesmo..." e a imensa gama de variações que integra esse grupo. Não vou dizer que sou a pessoa mais interessada ou expert em política, porque realmente não sou. Acho que esse foi o primeiro ano em que as eleições significaram algo pra mim e eu tive algum interesse por elas, mas notei tanta coisa que me deixou tão perdida...
Todos procuram o progresso do país (ordem e progresso, não era essa a fala?), só que nessa busca, esquecem de levar consigo a seriedade. Acabam por votar em determinada pessoa porque ela tem um dedo a menos ou parece o Tiririca (mais do que seria agradável). E aí eu me pergunto, qual será nosso futuro? Como li esses dias, "o Brasil perde o país, mas não perde a piada". Triste realidade, talvez? Realmente acredito em pessoas sérias, que pesquisam e se interessam por isso, votando com seriedade em quem realmente acreditam que poderá oferecer o melhor futuro possível para todos nós.
Talvez, o que realmente esteja perdendo o Brasil, seja essa parcela que simplesmente não se importa. Ou que prefere não perder a piada.
Claro, sempre há o comentário "Mas pra quê? Só tem candidato corrupto mesmo..." e a imensa gama de variações que integra esse grupo. Não vou dizer que sou a pessoa mais interessada ou expert em política, porque realmente não sou. Acho que esse foi o primeiro ano em que as eleições significaram algo pra mim e eu tive algum interesse por elas, mas notei tanta coisa que me deixou tão perdida...
Todos procuram o progresso do país (ordem e progresso, não era essa a fala?), só que nessa busca, esquecem de levar consigo a seriedade. Acabam por votar em determinada pessoa porque ela tem um dedo a menos ou parece o Tiririca (mais do que seria agradável). E aí eu me pergunto, qual será nosso futuro? Como li esses dias, "o Brasil perde o país, mas não perde a piada". Triste realidade, talvez? Realmente acredito em pessoas sérias, que pesquisam e se interessam por isso, votando com seriedade em quem realmente acreditam que poderá oferecer o melhor futuro possível para todos nós.
Talvez, o que realmente esteja perdendo o Brasil, seja essa parcela que simplesmente não se importa. Ou que prefere não perder a piada.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Falso Patriotismo

Copa do Mundo. Não sei como funciona em outros países, mas se você mora no Brasil, é impossível viver sem ter sua rotina alterada por causa dela. Escolas modificam o horário das aulas, pessoas deixam de trabalhar e até consultas médicas são desmarcadas por causa dos jogos (falo por experiência própria). Nessa semana, só ouvimos falar sobre a expulsão do Kaká, a eliminação da Itália e as famosas vuvuzelas.
É claro que alguns não conseguem se conformar com toda essa alteração de rotina simplesmente por um jogo de futebol. É aí que começam a falar "brasileiro só vira patriota em época de Copa do Mundo". E metade da nação (aquela mesma nação que adora não ter aula para assistir aos jogos) concorda. Sinto muito, mas não posso dizer o mesmo. Não vou usar aquele antigo argumento do "futebol é a única coisa que o Brasil sabe fazer", porque também não acredito nisso. Ok, talvez paralisar o país inteiro por causa de uma partida de futebol seja algo desnecessário. Um certo exagero. Mas isso não quer dizer nada.
Concordo com o fato de que brasileiros não são patriotas. Onde eu moro é fácil ouvir pessoas dizendo que tem orgulho de serem gaúchas, porém é uma extrema raridade ouvir alguém comentando que tem orgulho de ser brasileiro. Por algum motivo, nosso país foi sendo desvirtuado por seus próprios habitantes, e no fim, ser brasileiro "não vale nada". Difícil será me convencer de que brasileiros viram patriotas apenas pela Copa do Mundo.
Pois os brasileiros que nunca foram patriotas nao viram patriotas nessa época. No dicionário, patriota: "Pessoa que ama a sua pátria e procura servi-la". Não vejo disso na Copa. O que eu vejo são milhares de pessoas torcendo por seu país, vibrando por vitórias, chorando por derrotas. Pessoas que se importam em fazer bem o que sabem que tem capacidade de fazer. Se eu fosse perder um centavo por todos os carros com bandeirinhas do Brasil que já vi esse ano, estaria pobre. Mas para que essas pessoas torcem? Para o time.
Simples assim. Toda essa torcida é para um time. E ao meu ver, isso nao é patriotismo. No momento em que os brasileiros em geral souberem cantar o hino, poderemos chamá-los de patriotas. No momento em que as pessoas começarem a se importar com a política do país, poderemos chamá-las de patriotas. Posso listar mais milhares de exemplos sobre que características tornam uma pessoa patriota, e futebol nunca será uma delas. Saber a escalação do Brasil no próximo jogo não torna ninguém patriota, e sim fanático.
Então, por favor, parem de reclamar sobre esse falso patriotismo inexistente. Antes disso, pensem um pouco sobre o que vocês querem para seu país. Decorem o dia da independência do Brasil, e depois venham me falar sobre patriotismo.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
A real sobre contos de fadas.

Com o dia dos namorados se aproximando cada vez mais, olho ao meu redor para ver o cenário caótico e depressivo que está sendo construído. Quero dizer, o dia 12 de junho traz muita felicidade para todos que irão passá-lo com seu amor (por motivos muito claros). Só não consigo entender o outro lado do dia dos namorados: o lado depressivo e melancólico que parece abater cerca de 80% dos indivíduos do sexo feminino (nesse caso, as desacompanhadas).
Juro que não entendo. Qual é o grande problema em estar sozinha, afinal? Qual a dificuldade em passar o dia dos namorados como qualquer outro dia normal, vivendo como você viveu até agora? Claro, esse dia é um lembrete gigante que diz: VOCÊ ESTÁ SOZINHA. E daí?
Meu objetivo não é escrever um texto de auto-ajuda dizendo que, mesmo estando solteira, você é linda, maravilhosa e um dia vai encontrar seu príncipe encantado. Primeiro, porque se você fosse linda, de fato teria um namorado (brincadeirinha pessoal, brincadeirinha...). Bem, brincadeirinhas à parte, voltamos para o assunto... Primeiro, eu sou uma das pessoas que nunca poderá te dizer o quanto você é linda e maravilhosa porque eu simplesmente não te conheço, e não estou em um humor adequado para ficar puxando o saco de qualquer um sensível o suficiente para ficar abalado pelo dia dos namorados. Segundo, porque eu tenho certeza de que se você fica deprimida por passar esse dia sozinha, o seu objetivo é um príncipe que venha a cavalo e seja o homem mais fofo, lindo, sexy, inteligente, respeitoso, engraçado e másculo do universo. Ou seja, você procura um homem perfeito. E um desses, vai ser difícil de encontrar.
Não quero que você me ache cética por não acreditar em príncipes (sou cética por outros motivos), porque, uma grande verdade sobre a minha pessoa, é que eu acredito sim em príncipes. Só não com esse nome, porque aí tudo fica meio old fashion demais para o meu gosto. As meninas que procuram por príncipes já criaram em suas mentes um perfeito estereótipo do que querem, tanto física quanto psicologicamente. E é aí que complica; pois o que procuram é um ideal de perfeição que não será alcançado por elas.
Agora que você me pergunta: mas você não disse que acredita em príncipes? Sim, acredito. Mas não os que seguem ideais de beleza e se comportam exatamente do jeito que suas princesas desejam. Você só encontrará seu príncipe quando largar o estereótipo criado em sua cabeça. Aí sim você o encontrará: talvez não tão bonito quanto você queria, e nem tão perfeito como em seus sonhos. Mas é seu. E o importante mesmo é o amor que une vocês dois. Você não vai encontrar um homem perfeito, mas poderá encontrar o homem perfeito para você, com todos os defeitos que você nunca desejou, porém aprendeu a conviver com. Afinal, defeitos não nos faltam, da mesma forma que amor não faltará...
Não queria que esse texto se tornasse meloso e clichê como se tornou. Mas espero que tenha feito você repensar sua obsessão pelo dia 12 de junho, e parar de procurar incansavelmente por seu príncipe vindo a cavalo. De qualquer jeito...
Feliz dia dos namorados.
terça-feira, 11 de maio de 2010
O Show de... Julia?

Quando eu era criança, tinha um problema sério. Tão sério que alguns anos depois que problema já havia deixado de ser de fato um problema, cheguei a conversar com outras pessoas sobre isso, e para minha surpresa encontrei inúmeros indivíduos com a mesma paranóia que eu tinha. Bem, deixe-me explicar. Alguém já viu “O Show de Truman”? Nesse filme, Truman (um homem comum como você) descobre um dia que toda a sua vida não passa de um programa de televisão: seus amigos, sua família e todas as pessoas ao seu redor são atores contratados para criar... A vida de Truman. O show de Truman.
E esse era meu problema: eu acreditava piamente em ser protagonista de algum tipo de produção esquisita que escondia câmeras em minha casa e ditava cada palavra que os outros deveriam dizer. Realmente é um pensamento assustador para uma criança de seis anos. Hoje em dia (tendo perdido este medo) penso se não é uma característica extremamente narcisista e típica em crianças.
Digo narcisista de uma forma moderada e inocente, é obvio. Quando criança, nós não temos a mínima noção do mundo ao nosso redor. Sabemos que o Japão é muito longe e que o planeta é muito grande, mas só. Não vemos nada além de nosso próprio umbigo (o que nos levar a acreditar que somos protagonistas de uma produção megalomaníaca e afins). É claro que não estou criticando esse comportamento infantil, e seria boba se estivesse. São crianças. Mas é interessante conseguir entender como elas pensam, como eu um dia pensei. Desvendar o mistério por trás dos meus antigos sentimentos e vontades.
Nascemos e vivemos por um longo tempo acreditando em um mundo minúsculo. Apenas dando importância ao que podemos ver. Apenas dando importância a nós mesmos (vamos combinar que crianças são egocêntricas de uma forma muito inocente). Crescemos e começamos a tomar conhecimento do tamanho de nosso planeta, da quantidade de pessoas e de vidas que habitam aqui, junto de nós. É aí que os caminhos começam a se ramificar, e podemos ver os que têm ambição de fazer alguma diferença, deixar sua marca, e os que continuam olhando para o próprio umbigo (mas esse é um assunto extenso que eu deixo para outra hora).
Crescemos. Não encontramos câmeras escondidas na gaveta de meias ou dentro do pote de sucrilhos, e acabamos percebendo que talvez “O Show de Truman” não passe de um filme.
Só imagino como seria se continuássemos procurando pelas câmeras depois que a inocência infantil se foi. A única coisa que sei é que um termo muito superior à “narcisista” teria de ser inventado para descrever o lugar onde vivemos. Graças a deus crescemos.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Games e afins

Cada vez mais podemos ver vídeo games se popularizando no mundo inteiro. Com o crescimento eminente desse mercado, podemos também observar a grande variedade de jogos que vem sido criados, em virtude de agradar a diferentes faixas etárias e gêneros. Porém, percebemos também que cada vez mais jogos violentos vem ganhando seu espaço em meio aos consumidores. A grande questão é: estariam os jogos violentos gerando violência?
As opiniões são diversas, e podemos observar os dois lados. Se por um lado somos induzidos a sermos violentos, por outro temos a capacidade do discernimento, do certo e do errado. "Acho besteira essa coisa de 'video-games fazem mal para você'. Eu gosto de jogos violentos, meus amigos também e nós nunca nos metemos em briga. O problema é que os casos de gente que saí dando tiro por aí por causa de jogos ganham sempre muito destaque, mas olha quanta gente sai dando tiro por aí, todos dia, sem razão alguma? É muito fácil culpar video-game." conta o estudante de história Antônio Melo, 19.
Nem todos pensam como Antônio. Talvez o problema seja a influência dos jogos violentos em diferentes faixas etárias. O jogo com certeza não é visto e interpretado da mesma forma por Antônio, de 19 anos, quanto por uma criança, que com certeza está muito mais sujeita a se deixar ser influenciada por jogos. “Acho que sim, mas em crianças maiores, a partir de uns seis anos. Até porque todo mundo quer ter sucesso, e no videogame o jogador tem sucesso com aquela agressividade, sem ser punido por toda a violência. Toda essa exposição à violência dificulta para a criança discernir o que é saudável do que não é, eles acabam perdendo a noção de até onde podem ir sem machucar o outro.” diz a psicóloga Susana Gladys.
Inúmeras pesquisas sobre esse tema já foram realizadas anteriormente, e com certeza muitas ainda virão a serem feitas. Enquanto houverem problemas, sejam eles quais forem, serão procurados bodes expiatórios. Quando falamos de violência, talvez os video games cumpram esse papel: com certeza nunca poderemos dizer que a culpa é inteiramente dos jogos, mas sempre haverão as pessoas influenciadas.
sábado, 27 de março de 2010
A latinha

Sempre achei as crianças seres esquisitos. Quero dizer, todos amam crianças. Posso dizer que eu nunca fui apaixonada por elas, mas algumas me derretem. E eu consigo entender porque elas são tão apaixonantes; sua sinceridade, sua inocência.
O engraçado sobre elas, é que muitas vezes elas parecem prefirir o simples. Enquanto algumas pessoas, no mundo real, vivem em busca do celular mais novo, do computador mais rápido, do novo lançamento, as crianças se satisfazem com tão pouco... Dê a elas aquela cozinha de plástico que você viu na loja. Aquela que era muito cara, grande, e bonita. Tenho certeza de que a criança vai gostar. Um dia ela encontrará no chão uma latinha de coca-cola vazia. Em um instante ela estará se deleitando com as maravilhas de uma simples latinha.
Ela não se importa com a grandiosidade de seu brinquedo, ela não procura o mais caro, ela não procura o que ela possa exibir para os outros. Ela procura algo que possa diverti-la. E porque uma latinha não desempenharia bem esse papel?
Eu espero que as crianças nunca percam sua inocência. Nunca percam esse brilho, nunca percam a humildade. Talvez a culpa seja nossa; as apresentamos pequenos grandes brinquedos, deixando de lado as pequenas coisas de nosso dia a dia que podem fazer uma criança feliz.
Foto: Getty Images
sábado, 20 de março de 2010
As (nem tão) polêmicas pulseiras
Jornais, sites e revistas falam sobre a imensa polêmica que as pulseiras do sexo vem causando. Pais proibiram suas filhas de usarem as pulseiras, escolas fizeram o mesmo. Adultos ficaram chocados com a ideia de que suas "crianças" estariam participando de algo tão... primitivo, seria a palavra? Enfim. Polêmica é o que essas pulseiras vem causando.
Porém, eu nunca entendi essa polêmica. Tempestade em copo dágua. Quero dizer; realmente é horrivel alguém usar uma pulseira colorida para determinar o que irá fazer com outra pessoa, como se fosse um jogo. Mas sinceramente... nunca ouvi falar de ninguém que tenha realmente usado pulseiras com esse motivo. Os pais, preocupados, pensam que todo mundo usa as pulseiras para isso. Alguém ouviu esse boato e ele foi rolando, até todos os adultos pensarem que a juventude atual se preocupa apenas com isso: sexo.
Fico pensando sobre as inúmeras meninas que usavam as tais pulseiras antes desses boatos começarem. Os pais de muitas delas as proibiram de usá-las, e pouco a pouco elas foram se extinguindo nas ruas. Cada um usa a pulseira por um motivo diferente, mas se uma das pulseiras for ragada por outra pessoa, quem poderia obrigar as meninas a cumprir a "penalidade" que existe por trás de cada cor?
Então, a polêmica das pulseiras do sexo existe, sim. Mas por motivo nenhum. Sei que devem existir meninas que usam as pulseiras com esse propósito, até porque o Brasil é um país grande e tem gente de tudo quando é tipo. Mas a polêmica que se criou ao redor disso foi se multiplicando, até chegar o momento em que existia a polêmica, mas não um motivo para ela.
Porém, eu nunca entendi essa polêmica. Tempestade em copo dágua. Quero dizer; realmente é horrivel alguém usar uma pulseira colorida para determinar o que irá fazer com outra pessoa, como se fosse um jogo. Mas sinceramente... nunca ouvi falar de ninguém que tenha realmente usado pulseiras com esse motivo. Os pais, preocupados, pensam que todo mundo usa as pulseiras para isso. Alguém ouviu esse boato e ele foi rolando, até todos os adultos pensarem que a juventude atual se preocupa apenas com isso: sexo.
Fico pensando sobre as inúmeras meninas que usavam as tais pulseiras antes desses boatos começarem. Os pais de muitas delas as proibiram de usá-las, e pouco a pouco elas foram se extinguindo nas ruas. Cada um usa a pulseira por um motivo diferente, mas se uma das pulseiras for ragada por outra pessoa, quem poderia obrigar as meninas a cumprir a "penalidade" que existe por trás de cada cor?
Então, a polêmica das pulseiras do sexo existe, sim. Mas por motivo nenhum. Sei que devem existir meninas que usam as pulseiras com esse propósito, até porque o Brasil é um país grande e tem gente de tudo quando é tipo. Mas a polêmica que se criou ao redor disso foi se multiplicando, até chegar o momento em que existia a polêmica, mas não um motivo para ela.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Modinha.

Modinha. Difícil encontrar alguém que não sabe o que é. Difícil encontrar alguém que nunca teve sua banda preferida transformada em uma. Difícil encontrar alguém que nunca tenha gostado de uma.
A verdade é que 90% dos adolescentes odeia a simples menção da palavra "modinha" (mesmo que eles mesmos sigam todas as modinhas possíveis). Ninguém quer admitir que sua banda é moda, que sua série é moda, que seu livro é moda. E se não tem jeito, se você é fã de Twilight ou até Cine (?), sempre tem a frase: "Ah, mas eu gostava antes de virar modinha" (eu mesma perdi a conta do número de vezes que pronunciei essas exatas palavras).
A verdade é que modinha tem seu lado bom. Você provavelmente nunca teria conhecido aquelas bandas ótimas que atualmente adora. A "modinha" te apresenta coisas novas, das quais você vai gostar... ou não. Simples assim.
Dizem que o real real problema é: a modinha vem causando alienação aos adolescentes, que não conseguem criar (ou defender) sua própria opinião e gostam apenas porque o resto do mundo também gosta. Mas, sinceramente, não acredito que isso seja, de fato, um problema! Somos adolescentes, mini pessoas, projeto de pessoas. Ninguém precisa saber com certeza do que gosta, ninguém precisa ter uma opinião formada sobre tudo.
Acho que essa é uma fase em que as modinhas são mais do que necessárias. Talvez com elas, nós, os projetos de pessoas, encontremos um caminho mais fácil para a pergunta "quem sou eu". Conhecemos de tudo, de Cine à Twilight (esses dois de novo?). Talvez agora não seja necessário uma opinião formada sobre os dois, talvez gostar dos dois seja suficiente. Conhecendo os dois, formamos nossas opiniões. Depois de se perder, a gente se encontra.
E é assim que a fase 'projeto de pessoas' é deixada para trás.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Batendo na mesma tecla (novamente)

Hoje em dia, ser gay deixou de ser apenas uma característica pessoal de alguns. Se tornou uma qualidade, uma virtude. Afinal, todos sabem que os gays são os mais engraçados, divertidos, bonitos e purpurinados que o mundo já viu. Então, com essa aceitação enorme que a homossexualidade vem tendo, podemos dizer que o Brasil é um país livre de preconceito, certo? Nananinanão.
É bastante óbvio que atualmente as pessoas parecem mais abertas em relação a sexualidade de cada um. Mas eu acredito que o preconceito se manifesta de diversas formas. Quando algumas adolescentes saem desesperadas atrás de um amigo gay, acredito que estão tendo preconceito. Pois estão simplesmente criando um pré-conceito sobre todos os homossexuais existentes no universo. No instante em que elas dizem que querem um amigo gay pois eles são "engraçados, divertidos, bonitos e purpurinados", estão sendo preconceituosas.
Não sei você, mas como eu sempre faço questão de deixar claro, odeio preconceito. Duas pessoas tem o direito de se amar, indiferentemente de seu sexo. As pessoas tem direito de gostar de quem quiserem gostar, beijar quem quiserem beijar. Odeio aqueles radicais que dizem que deus não criou as pessoas para agirem dessa forma. Pesso desculpas aos religiosos; sei que cada um tem suas crenças bem distintas. Porém, não consigo pensar em um deus que não nos dê a liberdade de amar. Cada um ama da sua maneira, seja ela qual for.
Só porque é gay, não quer dizer que é engraçado e divertido. Muito menos purpurinado. Tenho pavor de quem busca um amigo gay, pois está apenas julgando alguém sem conhecer de fato sua essência; está julgando um estereótipo.
Algumas pessoas são gays. O fato de que você nunca vai poder mudar isso te irrita? Pois não deveria.
quinta-feira, 4 de março de 2010
She lives in her fairytale

Sempre acreditei que as pessoas só vêem o que elas querem ver. Eu sei que, infelizmente, faço parte dos que aderem a esse lifestyle. É claro que não é o tempo todo; seria impossível viver assim. Porém, em alguns momentos (principalmente os de dificuldade), parece apenas mais fácil ver o que eu quero ver, ao invés da realidade. O pior é que muitas vezes a linha entre a realidade e a fantasia é tênue. Eu sei que é ruim fazer isso, pois a realidade acaba caindo com um baque e destruindo tudo que você lutou com tanta persistência para fazer exatamente do jeito que você queria.
Sabe qual é o problema? Vidas perfeitas. Todos lutam tentando alcançar um nível de vida impossível de se chegar. Todos querem pensar que seu relacionamento, sua amizade, sua relação familiar está perfeita. Quando eu sei que tem algo errado comigo e com alguma dessas relações que me cercam, eu simplesmente não consigo falar sobre isso com ninguém. Porque, se eu falar, vai se tornar real. O problema é que já era a realidade, eu só estava lutando para não aceitá-la.
Deveríamos parar de buscar por vidas perfeitas, pois todos tem problemas. Talvez devessemos apenas aceitar a realidade como ela é, e parar de viver em nosso mundo de fantasias. E, no meio das "vidas perfeitas", encontramos algo que sempre é usado a nosso favor, mas apenas nos prejudica:
Você só vê o que quer ver.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Amor e Amor
" - Eu te amo.
- Ama mesmo, Rafael?
- Claro que amo!
- Mas nós nos conhecemos a uma semana!
- Escute... O tempo que passamos juntos, cada beijo, cada momento, foi muito especial para mim, Paloma.
- Uma semana, Rafael. É pouco tempo."
Essa história nunca aconteceu. Do mesmo modo que já aconteceu milhares de vezes.
Você ama sua família. Ama seus amigos. Ama seu namorado, ama seus colegas, ama seus vizinhos. Sua casa, seu cachorro, papagaio e tartaruga. Ama as pessoas que te rodeiam. Mas ama de formas completamente diferentes. Nem por isso deixa de ser amor. Hoje em dia, canso de ouvir pessoas reclamando: "Todo mundo diz 'eu te amo'. Eu te amo não é bom dia!". Eles estão certos. O "eu te amo" se popularizou. O "eu te amo" é jogado da boca para fora; ou não. O eu te amo pode ser verdadeiro, mas não da forma que você pensa.
Confuso? Ok, vamos retroceder um pouco. Pense... EU TE AMO. Pare. Reflita. O que vem a sua mente? Aposto que você pensou em um casal. Porque, quando pensamos em amor, pensamos nisso. Casais, namorados, marido e mulher. Desse jeito, acabamos menosprezando todos os outros pequenos círculos de amor, todas as outras formas de amor. Amor, aquele que o casal sente, parece demais para amigos. Mas não é do mesmo amor que estamos falando. Talvez aquele colega que diz "eu te amo" para você, realmente te ame. Talvez não. Mas talvez ele ame. Não da forma forte de um casal, mas de sua própria maneira.
Agora volte a pensar na história de Rafael e Paloma. Sabe qual o problema que ocorre ali? Paloma quer um momento especial. Quer que um dia, ao olhar para ela, ele perceba que a ama. Nesse momento, ele dirá "Eu te amo". Ela vai acreditar. Paloma não se importaria se tivesse de esperar meses até ter essa declaração. Porque o que ela quer, é verdadeiro. O problema é que Rafael desconhece esse amor. Ele a ama da forma que já amou muitas outras. E quando ele perceber, ou começar a amá-la da forma desejada, vai ser tarde demais. As palavras já não terão efeito algum sobre ela.
O amor de Rafael é válido, como qualquer amor é. Ele só não percebeu a diferença sutil, a linha tênue entre amor e amor. Ele ainda não notou que amor pode ser diferente.
Então. Rafaéis do mundo, venham aqui por um instante que tenho um pedido a lhes fazer. Parem um pouco e pensem sobre o seu amor. É suficiente.
- Ama mesmo, Rafael?
- Claro que amo!
- Mas nós nos conhecemos a uma semana!
- Escute... O tempo que passamos juntos, cada beijo, cada momento, foi muito especial para mim, Paloma.
- Uma semana, Rafael. É pouco tempo."
Essa história nunca aconteceu. Do mesmo modo que já aconteceu milhares de vezes.
Você ama sua família. Ama seus amigos. Ama seu namorado, ama seus colegas, ama seus vizinhos. Sua casa, seu cachorro, papagaio e tartaruga. Ama as pessoas que te rodeiam. Mas ama de formas completamente diferentes. Nem por isso deixa de ser amor. Hoje em dia, canso de ouvir pessoas reclamando: "Todo mundo diz 'eu te amo'. Eu te amo não é bom dia!". Eles estão certos. O "eu te amo" se popularizou. O "eu te amo" é jogado da boca para fora; ou não. O eu te amo pode ser verdadeiro, mas não da forma que você pensa.
Confuso? Ok, vamos retroceder um pouco. Pense... EU TE AMO. Pare. Reflita. O que vem a sua mente? Aposto que você pensou em um casal. Porque, quando pensamos em amor, pensamos nisso. Casais, namorados, marido e mulher. Desse jeito, acabamos menosprezando todos os outros pequenos círculos de amor, todas as outras formas de amor. Amor, aquele que o casal sente, parece demais para amigos. Mas não é do mesmo amor que estamos falando. Talvez aquele colega que diz "eu te amo" para você, realmente te ame. Talvez não. Mas talvez ele ame. Não da forma forte de um casal, mas de sua própria maneira.
Agora volte a pensar na história de Rafael e Paloma. Sabe qual o problema que ocorre ali? Paloma quer um momento especial. Quer que um dia, ao olhar para ela, ele perceba que a ama. Nesse momento, ele dirá "Eu te amo". Ela vai acreditar. Paloma não se importaria se tivesse de esperar meses até ter essa declaração. Porque o que ela quer, é verdadeiro. O problema é que Rafael desconhece esse amor. Ele a ama da forma que já amou muitas outras. E quando ele perceber, ou começar a amá-la da forma desejada, vai ser tarde demais. As palavras já não terão efeito algum sobre ela.
O amor de Rafael é válido, como qualquer amor é. Ele só não percebeu a diferença sutil, a linha tênue entre amor e amor. Ele ainda não notou que amor pode ser diferente.
Então. Rafaéis do mundo, venham aqui por um instante que tenho um pedido a lhes fazer. Parem um pouco e pensem sobre o seu amor. É suficiente.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Quem quer um amigo gay?
Atualmente, existem muitas pessoas participando de protestos do tipo "Somos todos iguais", campanhas que dizem NÃO ao preconceito homossexual, tentando mostrar que, de fato, somos todos seres humanos. Ninguém vale mais que ninguém, ninguém é melhor que ninguém. Somos todos iguais. Para mim é espantoso ver que, as mesmas pessoas que se empenham tanto em acabar com o preconceito homossexual, em passar essa ideia de igualdade, muitas vezes são as que parecem não ter a menor idéia de que todos somos iguais.
Ok, deixe-me explicar. Hoje eu estava em uma comunidade no orkut, com um tópico que dizia: "Gays, venham aqui." Entrei no tópico, pensando que seria mais um ataque do tipo "Deus não queria que vocês fossem assim e um dia vocês irão arder nas chamas do inferno", como eu já vi milhares de vezes, mas não. A garota criadora do tópico dizia que queria muito ter um amigo gay, então estava a procura de um. Ao contrário do que eu pensava, todos no tópico (que tinha VÁÁÁÁRIAS postagens) diziam que também queriam e etc.
Agora eu me pergunto. Essa menina com certeza não é preconceituosa. Deixou isso claro. Mas ela está longe de acreditar no que prega, por assim dizer. Se todos são iguais, como tratar alguém assim tão diferente? Ela queria um amigo gay. Não importa quem. Afinal, ele é gay. Quanta igualdade há nisso?
Ninguém lá se importava com a personalidade do rapaz. Se é gay, tá beleza. Só sei que se eu fosse homem e gay, me sentiria mal por esse tópico.
Ok, deixe-me explicar. Hoje eu estava em uma comunidade no orkut, com um tópico que dizia: "Gays, venham aqui." Entrei no tópico, pensando que seria mais um ataque do tipo "Deus não queria que vocês fossem assim e um dia vocês irão arder nas chamas do inferno", como eu já vi milhares de vezes, mas não. A garota criadora do tópico dizia que queria muito ter um amigo gay, então estava a procura de um. Ao contrário do que eu pensava, todos no tópico (que tinha VÁÁÁÁRIAS postagens) diziam que também queriam e etc.
Agora eu me pergunto. Essa menina com certeza não é preconceituosa. Deixou isso claro. Mas ela está longe de acreditar no que prega, por assim dizer. Se todos são iguais, como tratar alguém assim tão diferente? Ela queria um amigo gay. Não importa quem. Afinal, ele é gay. Quanta igualdade há nisso?
Ninguém lá se importava com a personalidade do rapaz. Se é gay, tá beleza. Só sei que se eu fosse homem e gay, me sentiria mal por esse tópico.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Uma agulha no palheiro
Aborto. Tenho certeza que vou contra a maioria quando digo que sim, sou completamente a favor.
Eu tenho plena consciência dos diversos meios anticoncepcionais. E concordo que sim, cada casal deve ser responsável pela própria segurança e saber dos riscos que corre ao não seguir nenhum dos métodos possíveis. Sempre que esse assunto vem a tona, eu penso na mesma situação, e gostaria que vocês pensassem comigo.
Eu sei que a chance de isso acontecer não é muito grande, mas com certeza todos vocês já ouviram histórias de mulheres que engravidaram mesmo tendo usado métodos anticoncepcionais. Eu penso nessas pessoas, que fizeram como deveriam, que sabiam quais seriam as consequências caso não o fizessem. E, por algum acaso do destino, acabaram grávidas. Eu penso nessas pessoas, que não queriam que as coisas fossem desse jeito. Eu penso na infelicidade delas. Eu penso no peso, e não na felicidade que deveria ser para elas. O peso de cuidar de uma criança. O peso de ter de pensar por duas vidas, e não só a sua.
Acredito também que uma mãe adolescente nunca seria uma boa mãe. Por não ter maturidade o suficiente, por não ter um corpo preparado para isso, por ser a hora errada. Eu sei que talvez seja egoísmo, que talvez seja errado. Mas essa mãe não vai dar a melhor vida para sua criança. Não vai ter e nem dar a melhor vida.
Eu sei que cada caso é diferente. E que os meus argumentos não são válidos para a aprovação do aborto. Eu sei que eu mostrei um caso que representa uma porcentagem minúscula. Eu sei que nunca vou conseguir provar meu ponto de vista. Eu sei que minha opinião é uma agulha no palheiro. Mas não posso deixar de me expressar.
Eu penso em mães com uma vida estável. Mães saudáveis, preparadas. É assim que eu penso na maternidade.
Eu tenho plena consciência dos diversos meios anticoncepcionais. E concordo que sim, cada casal deve ser responsável pela própria segurança e saber dos riscos que corre ao não seguir nenhum dos métodos possíveis. Sempre que esse assunto vem a tona, eu penso na mesma situação, e gostaria que vocês pensassem comigo.
Eu sei que a chance de isso acontecer não é muito grande, mas com certeza todos vocês já ouviram histórias de mulheres que engravidaram mesmo tendo usado métodos anticoncepcionais. Eu penso nessas pessoas, que fizeram como deveriam, que sabiam quais seriam as consequências caso não o fizessem. E, por algum acaso do destino, acabaram grávidas. Eu penso nessas pessoas, que não queriam que as coisas fossem desse jeito. Eu penso na infelicidade delas. Eu penso no peso, e não na felicidade que deveria ser para elas. O peso de cuidar de uma criança. O peso de ter de pensar por duas vidas, e não só a sua.
Acredito também que uma mãe adolescente nunca seria uma boa mãe. Por não ter maturidade o suficiente, por não ter um corpo preparado para isso, por ser a hora errada. Eu sei que talvez seja egoísmo, que talvez seja errado. Mas essa mãe não vai dar a melhor vida para sua criança. Não vai ter e nem dar a melhor vida.
Eu sei que cada caso é diferente. E que os meus argumentos não são válidos para a aprovação do aborto. Eu sei que eu mostrei um caso que representa uma porcentagem minúscula. Eu sei que nunca vou conseguir provar meu ponto de vista. Eu sei que minha opinião é uma agulha no palheiro. Mas não posso deixar de me expressar.
Eu penso em mães com uma vida estável. Mães saudáveis, preparadas. É assim que eu penso na maternidade.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Um pouco sobre discriminação
Era uma terça-feira, uma das últimas de minhas férias. Estava no shopping com minha mãe e minha avó, que queria me dar um presente. Eu procurava por uma peça de roupa específica, que não havia encontrado em loja nenhuma. Então decidi entrar na Animale (para quem não conhece, é uma marca com roupas mais sofisticadas, conhecida por ter preços mais, digamos, salgados) e ver se conseguia lá o que não havia conseguido no resto do shopping.
Entramos na loja. Estava vazia, exceto por uma mulher no caixa, pagando. Atrás do caixa, umas cinco atendentes da loja, conversando. Ao lado delas, a gerente. Enquanto esperava para ser atendida, dei uma olhada nas roupas. Eu esperei, mas o atendimento não chegou. Eu estava sendo obviamente ignorada por todas as atendentes e a gerente da loja. Agora eu pergunto para vocês: por que? O que justifica esse comportamento? Bem, a resposta é muito simples. Nós não tinhamos cara de quem tem dinheiro para comprar lá. Isso sinceramente me ofendeu, e muito. Não era mais uma questão de conseguir a tal saia que eu queria. Era uma questão de respeito.
Quero dizer, talvez eu não me vista como uma perua. Talvez não use maquiagem suficiente, roupas chiques o suficiente. Não sei. Mas isso com certeza não justifica o comportamento de deixar de dar atendimento a um cliente em potencial (sim, eu era uma cliente em potencial, pois minha avó teria dinheiro para comprar a saia) simplesmente por sua aparência.
Discriminação. Simples, e na frente de todo mundo. O pior é que eu tenho certeza de uma coisa: as atendentes foram instruídas a agir assim. A selecionar quem irão atender.
Saí da loja e fui gastar meu dinheiro em algum lugar que recebesse um pouco de respeito.
Entramos na loja. Estava vazia, exceto por uma mulher no caixa, pagando. Atrás do caixa, umas cinco atendentes da loja, conversando. Ao lado delas, a gerente. Enquanto esperava para ser atendida, dei uma olhada nas roupas. Eu esperei, mas o atendimento não chegou. Eu estava sendo obviamente ignorada por todas as atendentes e a gerente da loja. Agora eu pergunto para vocês: por que? O que justifica esse comportamento? Bem, a resposta é muito simples. Nós não tinhamos cara de quem tem dinheiro para comprar lá. Isso sinceramente me ofendeu, e muito. Não era mais uma questão de conseguir a tal saia que eu queria. Era uma questão de respeito.
Quero dizer, talvez eu não me vista como uma perua. Talvez não use maquiagem suficiente, roupas chiques o suficiente. Não sei. Mas isso com certeza não justifica o comportamento de deixar de dar atendimento a um cliente em potencial (sim, eu era uma cliente em potencial, pois minha avó teria dinheiro para comprar a saia) simplesmente por sua aparência.
Discriminação. Simples, e na frente de todo mundo. O pior é que eu tenho certeza de uma coisa: as atendentes foram instruídas a agir assim. A selecionar quem irão atender.
Saí da loja e fui gastar meu dinheiro em algum lugar que recebesse um pouco de respeito.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
What would it be without you?
Todo mundo tem um motivo (e se não tem inventa) para escrever. Eu acredito que meus motivos sejam bem claros: escrevo porque preciso. Só dá aquela vontade inexplicável de escrever, e é isso. Então eu escrevo. Meu outro motivo, muito mais simples do que o primeiro, é que eu escrevo porque gosto. Porque isso se tornou um prazer para mim.
Eu sou o tipo de pessoa que gosta de dar sua opinião. Sobre tudo e qualquer coisa. O problema é que as vezes as pessoas não querem ouvir. Ou não se importam. E eu também não vou obrigá-las a ouvir algo que não as interessa. Então podemos dizer que esse blog não é nada mais nada menos do que a minha válvula de escape. Aqui, eu posso dar a minha opinião quando eu quiser, e quem quiser ouvir (nesse caso ler), pode fazer isso à vontade.
Tem gente que diz que escreve mas não quer ser reconhecido. Eu não acredito. Talvez eles pensem assim, mas no momento que seu blog se popularize, bom, obviamente eles vão gostar. Em todas as coisas que eu já fiz, patinação, teatro, música - ninguém quer ser ruim no que fez. Eu quero que as pessoas me leiam e gostem. Eu quero que elas leiam querendo mais. Eu quero, sim, ser reconhecida pelo que faço. Para mim, cada seguidor a mais é uma alegria. Pode parecer bobo, sim, mas eu me sinto reconhecida. Eu sinto o melhor. Sinto que meu trabalho, minha paixão, deu algum resultado.
Então, para finalizar. Talvez agora você me ache uma pessoa egocêntrica, exibida, chame-como-quiser. Leia de novo e perceba que não sou. Eu queria agradecer genuinamente para todos que já leram ao meu blog, que já deixaram um comentário estimulante ou uma crítica.
Sem isso eu não teria chegado onde estou, e sei que com isso eu ainda posso ir mais longe.
Eu sou o tipo de pessoa que gosta de dar sua opinião. Sobre tudo e qualquer coisa. O problema é que as vezes as pessoas não querem ouvir. Ou não se importam. E eu também não vou obrigá-las a ouvir algo que não as interessa. Então podemos dizer que esse blog não é nada mais nada menos do que a minha válvula de escape. Aqui, eu posso dar a minha opinião quando eu quiser, e quem quiser ouvir (nesse caso ler), pode fazer isso à vontade.
Tem gente que diz que escreve mas não quer ser reconhecido. Eu não acredito. Talvez eles pensem assim, mas no momento que seu blog se popularize, bom, obviamente eles vão gostar. Em todas as coisas que eu já fiz, patinação, teatro, música - ninguém quer ser ruim no que fez. Eu quero que as pessoas me leiam e gostem. Eu quero que elas leiam querendo mais. Eu quero, sim, ser reconhecida pelo que faço. Para mim, cada seguidor a mais é uma alegria. Pode parecer bobo, sim, mas eu me sinto reconhecida. Eu sinto o melhor. Sinto que meu trabalho, minha paixão, deu algum resultado.
Então, para finalizar. Talvez agora você me ache uma pessoa egocêntrica, exibida, chame-como-quiser. Leia de novo e perceba que não sou. Eu queria agradecer genuinamente para todos que já leram ao meu blog, que já deixaram um comentário estimulante ou uma crítica.
Sem isso eu não teria chegado onde estou, e sei que com isso eu ainda posso ir mais longe.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Três casos
O cabelo dela ia até a cintura. Magra, quase esquelética. Alta. Ela gostava de passar o dia brincando com jogos. Quando perguntavam porque ela nunca tinha beijado, ela dizia: porque não tenho vontade. O quarto dela era cheio dos jogos que ela gostava, talvez tivesse até alguns dos ursos de pelúcia dos quais ela nunca conseguiu se separar.
O cabelo dele também era comprido. Para um menino, pelo menos. Até os ombros, talvez. Cheio de nós. Ele não era esquelético, bem pelo contrario. Um dos motivos para as pessoas "tirarem" com ele era seu peso. Ele gostava de passar o recreio lendo, no canteiro da escola. Rolavam boatos que ele cantava ópera.
A outra, não era gorda. Talvez tivesse tido uma fase mais cheinha, mas gorda não era. Seu quarto era rosa, e tinha vários corações espalhados pelos móveis. Gostava de Disney e essas coisas. Vestia as roupas que queria.
Três pessoas. Não são iguais, mas porque seriam diferentes? Três pessoas que poderiam olhar para você e falar muito bem sobre o bullying. Três vítimas.
A primeira, vejam bem, não tinha absolutamente nada de errado. Ninguém sabe porque ela nunca saiu da escola, pois teria inúmeros motivos. Era intimidada constantemente por colegas. Colegas que aprontavam, por sinal. Parece que esses colegas não tinham a mínima noção do mal que faziam a ela. Ou pior: sabiam o que faziam, mas nunca se envergonharam disso. Sabe, eu admiro ela. Por sua postura. Seus pais vivem desesperados para livrá-la do bullying. Ela tem uma postura meio "foda-se". Decidiu viver do seu jeito, e se os outros não gostam, o problema é deles. O único porém, é que eles fizeram disso o problema dela também.
O menino não tinha mãe. Era, sim, uma pessoa completamente diferente dos outros de sua idade, por seus gostos. Já havia estudado em quase todas as escolas de sua cidade, tentando fugir do mal que, poderia se dizer, o perseguia. Nunca conseguiu. Faz algum tempo que ele está fixo em sua escola, e o bullying não passou. A diferença é que ele encontrou um amigo.
A terceira foi vítima de bullying, sim. Não tem como negar. Quem nunca sofreu bullying, afinal? Mas então, pararam. Ninguém sabe o que mudou, mas os apelidos maldosos nunca mais foram ouvidos. Mas ela continua sendo "a coitadinha". Porque? Simplesmente porque ela gosta dessa posição. A posição de vítima. Ela tornou seu estado permanente, deixou pessoas compadecidas, e depois com nojo. Uma vez ela chegou a admitir que o que ela queria era chamar atenção.
Três casos que começaram de formas diferentes e tiveram todo seu desenvolvimento diferente. Essas pessoas vivem de formas diferentes. Reagiram de formas diferentes ao bullying. Mas lutaram. Então, não quero cair na mesmice ao falar isso. Não queria ser a pessoa que vai repetir o que você já ouviu um milhão de vezes. Mas vou. Porque enquanto as pessoas não mudarem, ainda haverá motivos para falarem.
Chega de bullying.
O cabelo dele também era comprido. Para um menino, pelo menos. Até os ombros, talvez. Cheio de nós. Ele não era esquelético, bem pelo contrario. Um dos motivos para as pessoas "tirarem" com ele era seu peso. Ele gostava de passar o recreio lendo, no canteiro da escola. Rolavam boatos que ele cantava ópera.
A outra, não era gorda. Talvez tivesse tido uma fase mais cheinha, mas gorda não era. Seu quarto era rosa, e tinha vários corações espalhados pelos móveis. Gostava de Disney e essas coisas. Vestia as roupas que queria.
Três pessoas. Não são iguais, mas porque seriam diferentes? Três pessoas que poderiam olhar para você e falar muito bem sobre o bullying. Três vítimas.
A primeira, vejam bem, não tinha absolutamente nada de errado. Ninguém sabe porque ela nunca saiu da escola, pois teria inúmeros motivos. Era intimidada constantemente por colegas. Colegas que aprontavam, por sinal. Parece que esses colegas não tinham a mínima noção do mal que faziam a ela. Ou pior: sabiam o que faziam, mas nunca se envergonharam disso. Sabe, eu admiro ela. Por sua postura. Seus pais vivem desesperados para livrá-la do bullying. Ela tem uma postura meio "foda-se". Decidiu viver do seu jeito, e se os outros não gostam, o problema é deles. O único porém, é que eles fizeram disso o problema dela também.
O menino não tinha mãe. Era, sim, uma pessoa completamente diferente dos outros de sua idade, por seus gostos. Já havia estudado em quase todas as escolas de sua cidade, tentando fugir do mal que, poderia se dizer, o perseguia. Nunca conseguiu. Faz algum tempo que ele está fixo em sua escola, e o bullying não passou. A diferença é que ele encontrou um amigo.
A terceira foi vítima de bullying, sim. Não tem como negar. Quem nunca sofreu bullying, afinal? Mas então, pararam. Ninguém sabe o que mudou, mas os apelidos maldosos nunca mais foram ouvidos. Mas ela continua sendo "a coitadinha". Porque? Simplesmente porque ela gosta dessa posição. A posição de vítima. Ela tornou seu estado permanente, deixou pessoas compadecidas, e depois com nojo. Uma vez ela chegou a admitir que o que ela queria era chamar atenção.
Três casos que começaram de formas diferentes e tiveram todo seu desenvolvimento diferente. Essas pessoas vivem de formas diferentes. Reagiram de formas diferentes ao bullying. Mas lutaram. Então, não quero cair na mesmice ao falar isso. Não queria ser a pessoa que vai repetir o que você já ouviu um milhão de vezes. Mas vou. Porque enquanto as pessoas não mudarem, ainda haverá motivos para falarem.
Chega de bullying.
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domingo, 24 de janeiro de 2010
Instintos.
Evolução.
A muitos anós atrás, nos comunicávamos de uma forma que hoje não compreendemos. Para nos alimentarmos, precisávamos fazer algo que hoje não sabemos mais como: caçar. Ninguém se preocupava com o cabelo que não estava brilhoso, com a unha cheia de cutículas e com as roupas modernas que não poderia comprar.
Sobrevivência. Algo que, a algum tempo atrás, lutavamos para ter. Para conquistar. Hoje, é difícil parar para pensar nisso. É dificil ver alguém lutando por sua sobrevivência, pois nós apenas... sobrevivemos. Com os avanços da medicina podemos diagnosticar nossas doenças e tratá-las de uma maneira simples, em sua maioria.
Evoluímos, com a certeza de que melhoramos. Afinal, evoluir não é isso? Crescer? Deixamos para trás nossos hábitos primitivos, que foram substituídos por atos mais racionais e não focados apenas em nossa sobrevivência. Porém, não foi tudo deixado para trás. Podemos agradecer aos nossos antecessores por ainda conservarmos esse instinto. Esse, que mal usamos. Esse, até considerado dispensável. Esse, que salvou inúmeras pessoas no Haiti. O instinto de sobrevivência.
Como pessoas podem ficar soterradas por mais de 10 dias e sobreviverem? É o instinto de sobrevivência. Se tivessemos olhos apenas para nosso eu evoluído, negando o passado, não teriamos esse instinto. Essa chance.
Ontem suspenderam as buscas por sobreviventes no Haiti. Anteontem, ainda haviam encontrado mais sobreviventes. E, com toda a certeza, ainda existem muitas pessoas soterradas, com nada além de seu instinto de sobrevivência, esperando para serem salvas. Esperando um socorro que não vai chegar.
Só podemos esperar que o instinto os salve. Apesar de tudo, é bom termos conservado alguns de nossos antigos costumes.
As características básicas do ser humano.
A muitos anós atrás, nos comunicávamos de uma forma que hoje não compreendemos. Para nos alimentarmos, precisávamos fazer algo que hoje não sabemos mais como: caçar. Ninguém se preocupava com o cabelo que não estava brilhoso, com a unha cheia de cutículas e com as roupas modernas que não poderia comprar.
Sobrevivência. Algo que, a algum tempo atrás, lutavamos para ter. Para conquistar. Hoje, é difícil parar para pensar nisso. É dificil ver alguém lutando por sua sobrevivência, pois nós apenas... sobrevivemos. Com os avanços da medicina podemos diagnosticar nossas doenças e tratá-las de uma maneira simples, em sua maioria.
Evoluímos, com a certeza de que melhoramos. Afinal, evoluir não é isso? Crescer? Deixamos para trás nossos hábitos primitivos, que foram substituídos por atos mais racionais e não focados apenas em nossa sobrevivência. Porém, não foi tudo deixado para trás. Podemos agradecer aos nossos antecessores por ainda conservarmos esse instinto. Esse, que mal usamos. Esse, até considerado dispensável. Esse, que salvou inúmeras pessoas no Haiti. O instinto de sobrevivência.
Como pessoas podem ficar soterradas por mais de 10 dias e sobreviverem? É o instinto de sobrevivência. Se tivessemos olhos apenas para nosso eu evoluído, negando o passado, não teriamos esse instinto. Essa chance.
Ontem suspenderam as buscas por sobreviventes no Haiti. Anteontem, ainda haviam encontrado mais sobreviventes. E, com toda a certeza, ainda existem muitas pessoas soterradas, com nada além de seu instinto de sobrevivência, esperando para serem salvas. Esperando um socorro que não vai chegar.
Só podemos esperar que o instinto os salve. Apesar de tudo, é bom termos conservado alguns de nossos antigos costumes.
As características básicas do ser humano.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
A folha
Quando é pra falar de sexualidade, sou uma pessoa irritada. Me irrito com o preconceito, me irrito com a opinião dos outros. Escuto muito falar: "hoje em dia temos mais opções em relação a nossa sexualidade". Como se nós fossemos "escolher" nossa sexualidade.
Para mim, escolher sua sexualidade seria a mesma coisa que preencher uma folha de papel com a pergunta: "O que você quer ser? De quem você quer gostar?". Aí, você pensa, levanta os prós e contras, e marca a sexualidade que você quer. Pronto, escolheu, tá feito. Ninguém escolhe sua sexualidade! Duvido que qualquer homem que se sinta atraido pelo mesmo sexo tenha algum dia pensado "Ok, quero gostar de homens". Você se sente atraído. Você não se sente atraído. Meu ponto é: isso vem de dentro.
Você aceita a homossexualidade? Vou te deixar pensando um pouco. Pensou? E então, o que decidiu? Aceita? Não aceita? Não importa. Deixe sua opinião de lado por alguns momentos e pense sobre isso: sua aceitação não vai mudar nada. Não vai fazer ninguém "mudar" sua sexualidade. Nesse exato momento, um casal homossexual está terminando. Outro está começando. Você não muda nada disso. Guarde sua aceitação, ou falta dela, para você mesmo, e tente viver sem preconceito.
Talvez, nesse exato momento, você esteja aí, se questionando sobre sua sexualidade. Talvez você esteja lutando contra o preconceito. Talvez esteja vendo o Big Brother e rindo dos "boiolas". Talvez não se importe.
Eu só tenho um pedido: não preencha a folha em que você analisa e decide sua sexualidade. Você nao deve explicações. Não deve motivações. E o que você realmente é, bom, ninguém pode tirar isso de você.
Para mim, escolher sua sexualidade seria a mesma coisa que preencher uma folha de papel com a pergunta: "O que você quer ser? De quem você quer gostar?". Aí, você pensa, levanta os prós e contras, e marca a sexualidade que você quer. Pronto, escolheu, tá feito. Ninguém escolhe sua sexualidade! Duvido que qualquer homem que se sinta atraido pelo mesmo sexo tenha algum dia pensado "Ok, quero gostar de homens". Você se sente atraído. Você não se sente atraído. Meu ponto é: isso vem de dentro.
Você aceita a homossexualidade? Vou te deixar pensando um pouco. Pensou? E então, o que decidiu? Aceita? Não aceita? Não importa. Deixe sua opinião de lado por alguns momentos e pense sobre isso: sua aceitação não vai mudar nada. Não vai fazer ninguém "mudar" sua sexualidade. Nesse exato momento, um casal homossexual está terminando. Outro está começando. Você não muda nada disso. Guarde sua aceitação, ou falta dela, para você mesmo, e tente viver sem preconceito.
Talvez, nesse exato momento, você esteja aí, se questionando sobre sua sexualidade. Talvez você esteja lutando contra o preconceito. Talvez esteja vendo o Big Brother e rindo dos "boiolas". Talvez não se importe.
Eu só tenho um pedido: não preencha a folha em que você analisa e decide sua sexualidade. Você nao deve explicações. Não deve motivações. E o que você realmente é, bom, ninguém pode tirar isso de você.
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