segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Duas promoções vindas diretamente dos deuses

Oi gente :) Hoje meu objetivo é muito simples: divulgar as melhores promoções ever!

O blog Lost In Chick-Lit está fazendo duas promoções de morrer pra todos que estão entediados ou só querem ler um bom livro. Bom, não importa os seus motivos, o que não se pode negar é que os livros são ótimos e a promoção é bárbara (como diria minha mãe)!





O primeiro livro que você pode ganhar é "O Vendedor de Armas", de Hugh Laurie (para os alienados ou apenas esquecidos, o ator de House).

"Thomas Lang recebe uma proposta: matar um empresário americano por 100 mil dólares. Ao invés de aceitar a proposta, ele resolve avisar a vítima do perigo que ela corre. Apesar de sua boa vontade, o ato de Thomas não passará despercebido, e ele terá de lutar para sobreviver."





O segundo livro é "Tem alguém aí?!", de Marian Keyes. Não sei se vocês já leram algum livro dela, mas é uma das melhores autoras de Chick Lit com certeza.

"Anna Walsh tem o melhor emprego do mundo. Ela é relações públicas de Candy Grrrl, uma empresa de cosméticos conhecida mundialmente. Vive ganhando produtos que milhares de meninas matariam para ganhar (especialmente de graça). Porém, ela sofre um acidente de carro e é obrigada a sair de NY e voltar para Dublin, sua cidade natal. Ao voltar, ela não consegue nenhum tipo de contato com Aidan, seu marido. O que aconteceu com ele?"

Obviamente, os dois livros são muito diferentes, mas tenho certeza de que são também ótimas leituras. Fica a dica para quem quiser um livro para se ocupar :)

sábado, 6 de fevereiro de 2010

What would it be without you?

Todo mundo tem um motivo (e se não tem inventa) para escrever. Eu acredito que meus motivos sejam bem claros: escrevo porque preciso. Só dá aquela vontade inexplicável de escrever, e é isso. Então eu escrevo. Meu outro motivo, muito mais simples do que o primeiro, é que eu escrevo porque gosto. Porque isso se tornou um prazer para mim.

Eu sou o tipo de pessoa que gosta de dar sua opinião. Sobre tudo e qualquer coisa. O problema é que as vezes as pessoas não querem ouvir. Ou não se importam. E eu também não vou obrigá-las a ouvir algo que não as interessa. Então podemos dizer que esse blog não é nada mais nada menos do que a minha válvula de escape. Aqui, eu posso dar a minha opinião quando eu quiser, e quem quiser ouvir (nesse caso ler), pode fazer isso à vontade.

Tem gente que diz que escreve mas não quer ser reconhecido. Eu não acredito. Talvez eles pensem assim, mas no momento que seu blog se popularize, bom, obviamente eles vão gostar. Em todas as coisas que eu já fiz, patinação, teatro, música - ninguém quer ser ruim no que fez. Eu quero que as pessoas me leiam e gostem. Eu quero que elas leiam querendo mais. Eu quero, sim, ser reconhecida pelo que faço. Para mim, cada seguidor a mais é uma alegria. Pode parecer bobo, sim, mas eu me sinto reconhecida. Eu sinto o melhor. Sinto que meu trabalho, minha paixão, deu algum resultado.

Então, para finalizar. Talvez agora você me ache uma pessoa egocêntrica, exibida, chame-como-quiser. Leia de novo e perceba que não sou. Eu queria agradecer genuinamente para todos que já leram ao meu blog, que já deixaram um comentário estimulante ou uma crítica.

Sem isso eu não teria chegado onde estou, e sei que com isso eu ainda posso ir mais longe.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Resenha Crítica: Tópicos Especiais em Física das Calamidades



Ok, admito que só comprei o livro porque a grana tava curta e ele tava nos descontos: de R$ 59,90 por R$14,90. Uma pechincha. Apesar do nome ridiculamente estranho, e que com certeza fez muita gente não comprar o livro, gostei da sinopse. Levei pra casa.

Esse é o primeiro romance de Marisha Pessl. Ela levou 3 anos para escrevê-lo, e o livro foi lançado em 2006, tornando-se um best seller do The New York Times (mesmo que você nunca tenha ouvido falar do livro) e sendo traduzido em 3 línguas.

Blue Van Meer perdeu a mãe ainda quando criança. Desde então, ela e seu pai, Gareth (que é professor universitário) viajam de cidade em cidade, sem parar por mais de 3 meses. Eles ficam sempre em lugares em que ele possa dar aula, e ela completar seus estudos. Porém, quando Blue vai para seu último ano escolar, eles decidem ficar um ano inteiro na mesma cidade. Lá, a menina é convidada para integrar um grupo do qual participam gênios excêntricos de sua escola, e que a líder é Hannah Schneider, a professora de cinema. Ao decorrer do livro, restam alguns mistérios para Blue solucionar, como o assassinato (ou suicídio) de uma das pessoas do grupo.

Ok, minha opinião agora: é um bom livro. É uma leitura interessante, e com certeza não é parecida com qualquer outro livro que você já tenha lido. Mas eu, particularmente, tive sérios problemas. Por exemplo, no fim do livro tinha a impressão de ter mais perguntas do que respostas (pra quem assiste Lost, sabe como é a sensação). Convido todos a lerem o livro e tentarem entender os mistérios não resolvidos. Quem conseguir ganha uma bala.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Três casos

O cabelo dela ia até a cintura. Magra, quase esquelética. Alta. Ela gostava de passar o dia brincando com jogos. Quando perguntavam porque ela nunca tinha beijado, ela dizia: porque não tenho vontade. O quarto dela era cheio dos jogos que ela gostava, talvez tivesse até alguns dos ursos de pelúcia dos quais ela nunca conseguiu se separar.

O cabelo dele também era comprido. Para um menino, pelo menos. Até os ombros, talvez. Cheio de nós. Ele não era esquelético, bem pelo contrario. Um dos motivos para as pessoas "tirarem" com ele era seu peso. Ele gostava de passar o recreio lendo, no canteiro da escola. Rolavam boatos que ele cantava ópera.

A outra, não era gorda. Talvez tivesse tido uma fase mais cheinha, mas gorda não era. Seu quarto era rosa, e tinha vários corações espalhados pelos móveis. Gostava de Disney e essas coisas. Vestia as roupas que queria.

Três pessoas. Não são iguais, mas porque seriam diferentes? Três pessoas que poderiam olhar para você e falar muito bem sobre o bullying. Três vítimas.

A primeira, vejam bem, não tinha absolutamente nada de errado. Ninguém sabe porque ela nunca saiu da escola, pois teria inúmeros motivos. Era intimidada constantemente por colegas. Colegas que aprontavam, por sinal. Parece que esses colegas não tinham a mínima noção do mal que faziam a ela. Ou pior: sabiam o que faziam, mas nunca se envergonharam disso. Sabe, eu admiro ela. Por sua postura. Seus pais vivem desesperados para livrá-la do bullying. Ela tem uma postura meio "foda-se". Decidiu viver do seu jeito, e se os outros não gostam, o problema é deles. O único porém, é que eles fizeram disso o problema dela também.

O menino não tinha mãe. Era, sim, uma pessoa completamente diferente dos outros de sua idade, por seus gostos. Já havia estudado em quase todas as escolas de sua cidade, tentando fugir do mal que, poderia se dizer, o perseguia. Nunca conseguiu. Faz algum tempo que ele está fixo em sua escola, e o bullying não passou. A diferença é que ele encontrou um amigo.

A terceira foi vítima de bullying, sim. Não tem como negar. Quem nunca sofreu bullying, afinal? Mas então, pararam. Ninguém sabe o que mudou, mas os apelidos maldosos nunca mais foram ouvidos. Mas ela continua sendo "a coitadinha". Porque? Simplesmente porque ela gosta dessa posição. A posição de vítima. Ela tornou seu estado permanente, deixou pessoas compadecidas, e depois com nojo. Uma vez ela chegou a admitir que o que ela queria era chamar atenção.

Três casos que começaram de formas diferentes e tiveram todo seu desenvolvimento diferente. Essas pessoas vivem de formas diferentes. Reagiram de formas diferentes ao bullying. Mas lutaram. Então, não quero cair na mesmice ao falar isso. Não queria ser a pessoa que vai repetir o que você já ouviu um milhão de vezes. Mas vou. Porque enquanto as pessoas não mudarem, ainda haverá motivos para falarem.

Chega de bullying.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Então. Tenho meus vícios, minhas manias. Já aviso que sou irônica, e até demais; acho que acabou se tornando algo meio incontrolável. Mas me divirto com isso, então ta de boa. Me irrito fácil com quem não merece, e sou sincera até demais. Tem gente que adora, tem gente que odeia. Fazer o que? Não vou deixar de falar o que quero por causa disso. Sou a maior das cantoras de chuveiro. Tive ódio mortal de piriguetes por um longo tempo, e a convivência com elas não mudou em nada minha opinião. Até que uma piriguete em especial me convenceu de que elas tem, de fato, coração. Amei muito, chorei muito. Muitas vezes a dor foi inevitável, mas meu sofrimento opcional. Nunca soube guardar segredos, até que um segredo grande de uma pessoa importante chegou até mim e eu nunca mais abri a boca. Confesso que adoooooro uma fofoca. Não sou corajosa; choro e grito em filme de terror. Já procurei por um Edward, até que cheguei a conclusão que Twilight não valia tanto assim. Adoro o Tim Burton, mas abomino a Johanna de Sweeney Todd. Sou chata, egocêntrica e egoísta, mas acredito estar melhorando. E essa é a Julia que tu quer tanto conhecer... ou nao.

Resenha Crítica: Os 13 Porques


Quem me recomendou esse livro foi uma amiga, junto com o aviso: "Vai te deixar deprimida."

O autor, Jay Asher, teve sua inspiração enquanto visitava um museu no qual recebeu uma fita cassete. Ele se dirigia à obra de arte desejada, clicava no play e a obra era explicada.

No livro, Hannah não aguentava mais sua vida. Se suicidou. Porém, deixou um presentinho para um grupo seleto de pessoas. O presente? As 13 fitas cassete explicando porque havia se matado. Os presenteados? As 13 pessoas que a levaram a se matar. O livro é narrado por Clay, que nunca havia feito nada de errado à Hannah além de amá-la, portanto não consegue entender qual seu envolvimento nessa história. Nessas fitas, alguns segredos que todos juravam que nunca passariam disso: segredos, são revelados. Chegou a hora de Clay descobrir até que ponto ele está envolvido nessa história.

Eu, pessoalmente, amei o livro. Por sua capa, o máximo que você presume é que o livro conta uma história boba adolescente. Mas não. O livro te deixa preso (me senti obrigada a ler em apenas uma noite) e retrata muito bem a depressão adolescente e muitas coisas que acontecem nessa fase. Um livro inteligente que te deixa refletindo e querendo mais.