Na internet, todo o tipo de comentário é feito. Muitas pessoas não pensam antes de se posicionar, principalmente por estarmos em um meio cheio de liberdade e sem muitas limitações aparentes. Isso rendeu, para mim, o comentário mais impressionante e triste que já ouvi sair das palavras de alguém.
O Twitter é um site que nos permite realizar postagens curtas, sobre basicamente qualquer coisa que desejarmos. Todo mundo conhece a regra: precisamos expressar o que pensamos em apenas 140 caracteres. Nunca fui muito adepta dessa ferramenta: é interessante para saber o que acontece no mundo com uma velocidade impressionante, mas para mim é dificil me expor em tão poucas palavras. Minhas opiniões tomariam muito mais espaço, e as coisas que podem ser ditas com poucas delas simplesmente não interessariam a ninguém. Mas ok, de vez em quando estou por lá.
Aí me deparei com uma postagem em minha timeline (um retweet, o que me deixa ainda mais surpresa: como DUAS pessoas no mundo podem afirmar uma coisa dessas e ainda achar normal?) que dizia: "Uso tanto o twitter que agora também penso em 140 caracteres". Com uma naturalidade impressionante, essa pessoa consegue afirmar que pensa em 140 caracteres e não vê nada de errado nisso. Mas tem alguma coisa muito errada. Não aprendemos com nossa família, com a escola, com livros, que precisamos ter nossa própria opinião? Precisamos pensar fora da caixinha, precisamos nos impor?
Acho que não preciso me extender muito em porque acho isso algo tão horrível. Já li essa frase a algum tempo e ainda não a esqueci. Sinceramente, duvido que isso venha acontecer em breve. Porque essa pessoa que só queria ser legal e falou que gosta taaaaanto do twitter que começou a PENSAR do jeito que fala lá...
Me fez ter vergonha dessa geração que acha que passar o dia colado no computador é ótimo, que acha que livros são inúteis, maçantes e ultrapassados. Eu pensei que a nossa juventude - a minha juventude - fosse mais do que isso. É triste saber que posso estar enganada.
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quinta-feira, 19 de maio de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
Memórias
Sempre achei que a pior doença de todas é o Alzheimer. Claro, não conheço todas as doenças do mundo e também nunca passei por dores relacionadas a elas, então a mim só cabe imaginar o sofrimento pelo qual elas podem te fazer passar. Também nunca sofri de Alzheimer e nunca tive nenhum parente próximo que sofreu. Para ser bem sincera, não conheço ninguém que tenha tido esse mal.
Desde pequena eu acredito que tudo que temos são nossas lembranças. Tenho certeza que parece clichê, mas de que vale... bem, de que vale absolutamente todos os bens materiais e psicológicos que temos durante toda nossa vida se um dia tudo será esquecido? Por isso sempre tive medo de perder a memória. Perderia todas as minhas alegrias, minhas decepções, e minhas dores, que não foram menos importantes do que os momentos felizes.
Não sei como iria viver com a presença do Alzheimer em minha vida. Imagino se alguém muito próximo de mim sofresse desse problema; eu veria passo a passo a doença se desenvolver. Poderia ver de primeira mão como alguém não se lembra do dia em que estamos e, algum tempo depois, não lembra das pessoas com quem conviveu durante toda a vida. É uma doença triste, essa. Não há a dor física presente em milhares de doenças horríveis das quais ouvimos falar todos os dias, mas há a dor psicológica. É uma doença que não apenas machuca quem a vive, como também quem a presencia.
Algumas coisas são inevitáveis. O destino, ou seja lá o que for, coloca coisas em nossa frente, sejam elas boas ou ruins. Para o meu destino, só peço uma coisa: não leve minhas lembranças, pois elas são tudo que tenho.
Desde pequena eu acredito que tudo que temos são nossas lembranças. Tenho certeza que parece clichê, mas de que vale... bem, de que vale absolutamente todos os bens materiais e psicológicos que temos durante toda nossa vida se um dia tudo será esquecido? Por isso sempre tive medo de perder a memória. Perderia todas as minhas alegrias, minhas decepções, e minhas dores, que não foram menos importantes do que os momentos felizes.
Não sei como iria viver com a presença do Alzheimer em minha vida. Imagino se alguém muito próximo de mim sofresse desse problema; eu veria passo a passo a doença se desenvolver. Poderia ver de primeira mão como alguém não se lembra do dia em que estamos e, algum tempo depois, não lembra das pessoas com quem conviveu durante toda a vida. É uma doença triste, essa. Não há a dor física presente em milhares de doenças horríveis das quais ouvimos falar todos os dias, mas há a dor psicológica. É uma doença que não apenas machuca quem a vive, como também quem a presencia.
Algumas coisas são inevitáveis. O destino, ou seja lá o que for, coloca coisas em nossa frente, sejam elas boas ou ruins. Para o meu destino, só peço uma coisa: não leve minhas lembranças, pois elas são tudo que tenho.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Falso Patriotismo

Copa do Mundo. Não sei como funciona em outros países, mas se você mora no Brasil, é impossível viver sem ter sua rotina alterada por causa dela. Escolas modificam o horário das aulas, pessoas deixam de trabalhar e até consultas médicas são desmarcadas por causa dos jogos (falo por experiência própria). Nessa semana, só ouvimos falar sobre a expulsão do Kaká, a eliminação da Itália e as famosas vuvuzelas.
É claro que alguns não conseguem se conformar com toda essa alteração de rotina simplesmente por um jogo de futebol. É aí que começam a falar "brasileiro só vira patriota em época de Copa do Mundo". E metade da nação (aquela mesma nação que adora não ter aula para assistir aos jogos) concorda. Sinto muito, mas não posso dizer o mesmo. Não vou usar aquele antigo argumento do "futebol é a única coisa que o Brasil sabe fazer", porque também não acredito nisso. Ok, talvez paralisar o país inteiro por causa de uma partida de futebol seja algo desnecessário. Um certo exagero. Mas isso não quer dizer nada.
Concordo com o fato de que brasileiros não são patriotas. Onde eu moro é fácil ouvir pessoas dizendo que tem orgulho de serem gaúchas, porém é uma extrema raridade ouvir alguém comentando que tem orgulho de ser brasileiro. Por algum motivo, nosso país foi sendo desvirtuado por seus próprios habitantes, e no fim, ser brasileiro "não vale nada". Difícil será me convencer de que brasileiros viram patriotas apenas pela Copa do Mundo.
Pois os brasileiros que nunca foram patriotas nao viram patriotas nessa época. No dicionário, patriota: "Pessoa que ama a sua pátria e procura servi-la". Não vejo disso na Copa. O que eu vejo são milhares de pessoas torcendo por seu país, vibrando por vitórias, chorando por derrotas. Pessoas que se importam em fazer bem o que sabem que tem capacidade de fazer. Se eu fosse perder um centavo por todos os carros com bandeirinhas do Brasil que já vi esse ano, estaria pobre. Mas para que essas pessoas torcem? Para o time.
Simples assim. Toda essa torcida é para um time. E ao meu ver, isso nao é patriotismo. No momento em que os brasileiros em geral souberem cantar o hino, poderemos chamá-los de patriotas. No momento em que as pessoas começarem a se importar com a política do país, poderemos chamá-las de patriotas. Posso listar mais milhares de exemplos sobre que características tornam uma pessoa patriota, e futebol nunca será uma delas. Saber a escalação do Brasil no próximo jogo não torna ninguém patriota, e sim fanático.
Então, por favor, parem de reclamar sobre esse falso patriotismo inexistente. Antes disso, pensem um pouco sobre o que vocês querem para seu país. Decorem o dia da independência do Brasil, e depois venham me falar sobre patriotismo.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Diga-me quem és, e não com quem andas
Diga-me com quem andas e te direi quem és. Já ouviu essa frase? Possivelmente, milhões de vezes. A primeira vez que você ouviu foi com a sua mãe: você estava falando sobre algum amigo que lhe trouxe problemas, ou alguma amizade considerada uma “má influência”. E então sua mãe falou isso. E tua única resposta foi: “Ai mãe, chega”. Então, um tempo depois, uma colega sua falou isso. Em algum momento esse assunto chegou, e ela quotou perfeitamente as palavras de sua mãe. A verdade é que são inúmeras as vezes que ouvimos alguém falando essas exatas palavras, e todos que já a ouviram alguma vez passaram a frase em diante. É, bem assim que o mundo funciona. Mas quantos desses que já disseram essa frase pararam para pensar sobre seu significado?
Eu realmente nunca havia refletido sobre isso. Como boa parte dos ditos populares, poucos se questionam sobre os mesmos. Pergunte para um grupo de pessoas se eles concordam com essa frase, e com certeza alguns não hesitarão antes de responder que sim. Não posso assinar embaixo.
Ok, vou dar um exemplo. Verídico, ainda por cima. Foi o que me fez questionar sobre a verdade (ou falta dela) por trás dessa frase.
Em 2009, mudei de colégio (mais uma vez). Era meu terceiro colégio, e eu sinceramente estava rezando para que tudo desse certo e não fossem necessárias mais mudanças (ou não, a verdade é que aquela adrenalina de colégio novo é tri boa). Só sei que, logo de cara, percebi que as pessoas de lá (em sua maioria, pense que também haviam algumas exceções) não tinham o meu perfil. Não mesmo. Minhas colegas ouviam as músicas que eu abominei minha vida inteira, usavam as roupas que eu nunca conseguiria usar e até se tratavam de uma forma completamente diferente da qual eu estava acostumada. Me senti um verdadeiro peixinho fora d’água. No começo, foi complicado. Foi difícil encontrar algo em comum com alguma delas. Acho que passei por algumas fases, e a primeira certamente foi a relutância. Não sei lhe dizer o que mudou para mim (provavelmente foi a idéia de que dar uma chance a elas não seria tão ruim), mas posso dizer que alguns meses depois tinha encontrado amigas. Completamente diferentes de mim, mas ainda assim amigas.
Agora, vamos aplicar aquela frase lá de cima. Diga-me com quem andas e te direi quem és? Então, seria simples presumir que eu adoro um pagode e roupa de suplex (?) só porque eu ando com meninas que fazem esse estilo. Quem me conhece, sabe que eu odeio pagode e tenho pavor dessas calças abomináveis.
Então talvez esse ditado não funcione tão bem assim. Você pode dizer que eu sou apenas uma exceção, e talvez eu seja mesmo. Mas o que eu aprendi foi que não devemos julgar as pessoas por quem elas andam com. Por mais que seja difícil. Caso contrário, precisaremos de uma margem de erro bem grande.
Eu realmente nunca havia refletido sobre isso. Como boa parte dos ditos populares, poucos se questionam sobre os mesmos. Pergunte para um grupo de pessoas se eles concordam com essa frase, e com certeza alguns não hesitarão antes de responder que sim. Não posso assinar embaixo.
Ok, vou dar um exemplo. Verídico, ainda por cima. Foi o que me fez questionar sobre a verdade (ou falta dela) por trás dessa frase.
Em 2009, mudei de colégio (mais uma vez). Era meu terceiro colégio, e eu sinceramente estava rezando para que tudo desse certo e não fossem necessárias mais mudanças (ou não, a verdade é que aquela adrenalina de colégio novo é tri boa). Só sei que, logo de cara, percebi que as pessoas de lá (em sua maioria, pense que também haviam algumas exceções) não tinham o meu perfil. Não mesmo. Minhas colegas ouviam as músicas que eu abominei minha vida inteira, usavam as roupas que eu nunca conseguiria usar e até se tratavam de uma forma completamente diferente da qual eu estava acostumada. Me senti um verdadeiro peixinho fora d’água. No começo, foi complicado. Foi difícil encontrar algo em comum com alguma delas. Acho que passei por algumas fases, e a primeira certamente foi a relutância. Não sei lhe dizer o que mudou para mim (provavelmente foi a idéia de que dar uma chance a elas não seria tão ruim), mas posso dizer que alguns meses depois tinha encontrado amigas. Completamente diferentes de mim, mas ainda assim amigas.
Agora, vamos aplicar aquela frase lá de cima. Diga-me com quem andas e te direi quem és? Então, seria simples presumir que eu adoro um pagode e roupa de suplex (?) só porque eu ando com meninas que fazem esse estilo. Quem me conhece, sabe que eu odeio pagode e tenho pavor dessas calças abomináveis.
Então talvez esse ditado não funcione tão bem assim. Você pode dizer que eu sou apenas uma exceção, e talvez eu seja mesmo. Mas o que eu aprendi foi que não devemos julgar as pessoas por quem elas andam com. Por mais que seja difícil. Caso contrário, precisaremos de uma margem de erro bem grande.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Batendo na mesma tecla (novamente)

Hoje em dia, ser gay deixou de ser apenas uma característica pessoal de alguns. Se tornou uma qualidade, uma virtude. Afinal, todos sabem que os gays são os mais engraçados, divertidos, bonitos e purpurinados que o mundo já viu. Então, com essa aceitação enorme que a homossexualidade vem tendo, podemos dizer que o Brasil é um país livre de preconceito, certo? Nananinanão.
É bastante óbvio que atualmente as pessoas parecem mais abertas em relação a sexualidade de cada um. Mas eu acredito que o preconceito se manifesta de diversas formas. Quando algumas adolescentes saem desesperadas atrás de um amigo gay, acredito que estão tendo preconceito. Pois estão simplesmente criando um pré-conceito sobre todos os homossexuais existentes no universo. No instante em que elas dizem que querem um amigo gay pois eles são "engraçados, divertidos, bonitos e purpurinados", estão sendo preconceituosas.
Não sei você, mas como eu sempre faço questão de deixar claro, odeio preconceito. Duas pessoas tem o direito de se amar, indiferentemente de seu sexo. As pessoas tem direito de gostar de quem quiserem gostar, beijar quem quiserem beijar. Odeio aqueles radicais que dizem que deus não criou as pessoas para agirem dessa forma. Pesso desculpas aos religiosos; sei que cada um tem suas crenças bem distintas. Porém, não consigo pensar em um deus que não nos dê a liberdade de amar. Cada um ama da sua maneira, seja ela qual for.
Só porque é gay, não quer dizer que é engraçado e divertido. Muito menos purpurinado. Tenho pavor de quem busca um amigo gay, pois está apenas julgando alguém sem conhecer de fato sua essência; está julgando um estereótipo.
Algumas pessoas são gays. O fato de que você nunca vai poder mudar isso te irrita? Pois não deveria.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Amor e Amor
" - Eu te amo.
- Ama mesmo, Rafael?
- Claro que amo!
- Mas nós nos conhecemos a uma semana!
- Escute... O tempo que passamos juntos, cada beijo, cada momento, foi muito especial para mim, Paloma.
- Uma semana, Rafael. É pouco tempo."
Essa história nunca aconteceu. Do mesmo modo que já aconteceu milhares de vezes.
Você ama sua família. Ama seus amigos. Ama seu namorado, ama seus colegas, ama seus vizinhos. Sua casa, seu cachorro, papagaio e tartaruga. Ama as pessoas que te rodeiam. Mas ama de formas completamente diferentes. Nem por isso deixa de ser amor. Hoje em dia, canso de ouvir pessoas reclamando: "Todo mundo diz 'eu te amo'. Eu te amo não é bom dia!". Eles estão certos. O "eu te amo" se popularizou. O "eu te amo" é jogado da boca para fora; ou não. O eu te amo pode ser verdadeiro, mas não da forma que você pensa.
Confuso? Ok, vamos retroceder um pouco. Pense... EU TE AMO. Pare. Reflita. O que vem a sua mente? Aposto que você pensou em um casal. Porque, quando pensamos em amor, pensamos nisso. Casais, namorados, marido e mulher. Desse jeito, acabamos menosprezando todos os outros pequenos círculos de amor, todas as outras formas de amor. Amor, aquele que o casal sente, parece demais para amigos. Mas não é do mesmo amor que estamos falando. Talvez aquele colega que diz "eu te amo" para você, realmente te ame. Talvez não. Mas talvez ele ame. Não da forma forte de um casal, mas de sua própria maneira.
Agora volte a pensar na história de Rafael e Paloma. Sabe qual o problema que ocorre ali? Paloma quer um momento especial. Quer que um dia, ao olhar para ela, ele perceba que a ama. Nesse momento, ele dirá "Eu te amo". Ela vai acreditar. Paloma não se importaria se tivesse de esperar meses até ter essa declaração. Porque o que ela quer, é verdadeiro. O problema é que Rafael desconhece esse amor. Ele a ama da forma que já amou muitas outras. E quando ele perceber, ou começar a amá-la da forma desejada, vai ser tarde demais. As palavras já não terão efeito algum sobre ela.
O amor de Rafael é válido, como qualquer amor é. Ele só não percebeu a diferença sutil, a linha tênue entre amor e amor. Ele ainda não notou que amor pode ser diferente.
Então. Rafaéis do mundo, venham aqui por um instante que tenho um pedido a lhes fazer. Parem um pouco e pensem sobre o seu amor. É suficiente.
- Ama mesmo, Rafael?
- Claro que amo!
- Mas nós nos conhecemos a uma semana!
- Escute... O tempo que passamos juntos, cada beijo, cada momento, foi muito especial para mim, Paloma.
- Uma semana, Rafael. É pouco tempo."
Essa história nunca aconteceu. Do mesmo modo que já aconteceu milhares de vezes.
Você ama sua família. Ama seus amigos. Ama seu namorado, ama seus colegas, ama seus vizinhos. Sua casa, seu cachorro, papagaio e tartaruga. Ama as pessoas que te rodeiam. Mas ama de formas completamente diferentes. Nem por isso deixa de ser amor. Hoje em dia, canso de ouvir pessoas reclamando: "Todo mundo diz 'eu te amo'. Eu te amo não é bom dia!". Eles estão certos. O "eu te amo" se popularizou. O "eu te amo" é jogado da boca para fora; ou não. O eu te amo pode ser verdadeiro, mas não da forma que você pensa.
Confuso? Ok, vamos retroceder um pouco. Pense... EU TE AMO. Pare. Reflita. O que vem a sua mente? Aposto que você pensou em um casal. Porque, quando pensamos em amor, pensamos nisso. Casais, namorados, marido e mulher. Desse jeito, acabamos menosprezando todos os outros pequenos círculos de amor, todas as outras formas de amor. Amor, aquele que o casal sente, parece demais para amigos. Mas não é do mesmo amor que estamos falando. Talvez aquele colega que diz "eu te amo" para você, realmente te ame. Talvez não. Mas talvez ele ame. Não da forma forte de um casal, mas de sua própria maneira.
Agora volte a pensar na história de Rafael e Paloma. Sabe qual o problema que ocorre ali? Paloma quer um momento especial. Quer que um dia, ao olhar para ela, ele perceba que a ama. Nesse momento, ele dirá "Eu te amo". Ela vai acreditar. Paloma não se importaria se tivesse de esperar meses até ter essa declaração. Porque o que ela quer, é verdadeiro. O problema é que Rafael desconhece esse amor. Ele a ama da forma que já amou muitas outras. E quando ele perceber, ou começar a amá-la da forma desejada, vai ser tarde demais. As palavras já não terão efeito algum sobre ela.
O amor de Rafael é válido, como qualquer amor é. Ele só não percebeu a diferença sutil, a linha tênue entre amor e amor. Ele ainda não notou que amor pode ser diferente.
Então. Rafaéis do mundo, venham aqui por um instante que tenho um pedido a lhes fazer. Parem um pouco e pensem sobre o seu amor. É suficiente.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Prefiro Harry Potter.
"Você tem mais uma chance." Ele disse, enquanto revirava alguns papéis em suas mãos.
"Mais uma chance?!" Eu indaguei, pensando que depois de morto você estava apenas, erm, morto. Sem segundas chances.
"Sim. Alguém acha que você merece."
"Isso quer dizer que eu vou... voltar?"
"Sim. Em outro corpo."
"Wow" Eu disse, enquanto pensava. "Ok, eu aceito. Mas antes disso eu quero descobrir todos aqueles mistérios celestiais, o que veio primeiro, o ovo ou a galinha... Você sabe, esse tipo de coisa."
Ele me olhou com uma cara insatisfeita diante da ironia.
"Há apenas um corpo disponível. Acredito que você vá gostar."
Me animei um pouco. Pelo menos isso.
"Ok, pode mandar!"
"O nome dela é... Bella. Bella Swan."
O terror invadiu meu rosto.
"NÃO! COMO ASSIM? EU TENHO UMA CHANCE PARA VIVER DE NOVO E VOCÊ ME MANDA PARA A BELLA?"
"Erm... Sim. Pensei que você fosse gostar."
"Não podia ser pelo menos, sei la, o Harry Potter?"
Ele me olhou com cara de desdém "Harry Potter é só um personagem ficcional."
"Erm... a Bella não é?"
Ele pensou por alguns instantes. "Ok, está na hora de ir." É, ele não ia me responder.
Acordei me sentindo levemente tonta. Olhei para os lados afim de me localizar, mas nada. Tinha uma leve lembrança... Não. Deve ter sido um sonho.
"Bom dia, Bella"
Edward Cullen. "WAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!!!!!!!!!!" Eu gritei.
Ele pareceu preocupado e se precipitou para me ajudar, mas eu o impedi.
"Edward?"
"Bella..." Ele parecia hesitante.
Alguns segundos se passaram, ninguém sabia o que falar. Eu não queria essa vida, mas meu deus, eu estava na frente de Edward Cullen: O VERDADEIRO! Já havia sonhado em me encontrar com Robert Pattinson, mas estava com o vampiro. Respirei fundo. Os sentimentos de Bella me inundaram, e eu senti paixão, torpor. Queria ficar com Edward para sempre. Queria me tornar uma vampira.
Ok, talvez eu devesse dizer algo agora. O que dizer? Oh, isso parece tão complicado! Mais alguns segundos em silêncio. Ele estava mais hesitante do que nunca. Contemplei sua face. Meu rosto se iluminou.
"EDWAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARD EU TE AMOOOOOOOOOO! EU JURO QUE LI TODOS OS LIVROS, E SEMPRE ESTIVE DO SEU LADO! AQUELE JACOB É UM FEDORENTO MESMO, EU NUNCA QUIS FICAR COM ELE! TE JUUUUUUURO! EU QUERO MUITO VIRAR UMA VAMPIRA, APOSTO QUE VOU FICAR MAIS BONITA ATÉ QUE A ROSALIE! E EU VOU TER PODERES, É SÉRIO! VAI SER TIPO UMA BOLHA PROTETORA! AAAAAAAAAAH E NÓS VAMOS TER UMA FILHA CHAMADA RENESMEE, E..."
Ele me olhou, extremamente assustado.
É, ok. Talvez eu não tenha recebido o melhor corpo para voltar à terra.
"Mais uma chance?!" Eu indaguei, pensando que depois de morto você estava apenas, erm, morto. Sem segundas chances.
"Sim. Alguém acha que você merece."
"Isso quer dizer que eu vou... voltar?"
"Sim. Em outro corpo."
"Wow" Eu disse, enquanto pensava. "Ok, eu aceito. Mas antes disso eu quero descobrir todos aqueles mistérios celestiais, o que veio primeiro, o ovo ou a galinha... Você sabe, esse tipo de coisa."
Ele me olhou com uma cara insatisfeita diante da ironia.
"Há apenas um corpo disponível. Acredito que você vá gostar."
Me animei um pouco. Pelo menos isso.
"Ok, pode mandar!"
"O nome dela é... Bella. Bella Swan."
O terror invadiu meu rosto.
"NÃO! COMO ASSIM? EU TENHO UMA CHANCE PARA VIVER DE NOVO E VOCÊ ME MANDA PARA A BELLA?"
"Erm... Sim. Pensei que você fosse gostar."
"Não podia ser pelo menos, sei la, o Harry Potter?"
Ele me olhou com cara de desdém "Harry Potter é só um personagem ficcional."
"Erm... a Bella não é?"
Ele pensou por alguns instantes. "Ok, está na hora de ir." É, ele não ia me responder.
Acordei me sentindo levemente tonta. Olhei para os lados afim de me localizar, mas nada. Tinha uma leve lembrança... Não. Deve ter sido um sonho.
"Bom dia, Bella"
Edward Cullen. "WAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!!!!!!!!!!" Eu gritei.
Ele pareceu preocupado e se precipitou para me ajudar, mas eu o impedi.
"Edward?"
"Bella..." Ele parecia hesitante.
Alguns segundos se passaram, ninguém sabia o que falar. Eu não queria essa vida, mas meu deus, eu estava na frente de Edward Cullen: O VERDADEIRO! Já havia sonhado em me encontrar com Robert Pattinson, mas estava com o vampiro. Respirei fundo. Os sentimentos de Bella me inundaram, e eu senti paixão, torpor. Queria ficar com Edward para sempre. Queria me tornar uma vampira.
Ok, talvez eu devesse dizer algo agora. O que dizer? Oh, isso parece tão complicado! Mais alguns segundos em silêncio. Ele estava mais hesitante do que nunca. Contemplei sua face. Meu rosto se iluminou.
"EDWAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARD EU TE AMOOOOOOOOOO! EU JURO QUE LI TODOS OS LIVROS, E SEMPRE ESTIVE DO SEU LADO! AQUELE JACOB É UM FEDORENTO MESMO, EU NUNCA QUIS FICAR COM ELE! TE JUUUUUUURO! EU QUERO MUITO VIRAR UMA VAMPIRA, APOSTO QUE VOU FICAR MAIS BONITA ATÉ QUE A ROSALIE! E EU VOU TER PODERES, É SÉRIO! VAI SER TIPO UMA BOLHA PROTETORA! AAAAAAAAAAH E NÓS VAMOS TER UMA FILHA CHAMADA RENESMEE, E..."
Ele me olhou, extremamente assustado.
É, ok. Talvez eu não tenha recebido o melhor corpo para voltar à terra.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Três casos
O cabelo dela ia até a cintura. Magra, quase esquelética. Alta. Ela gostava de passar o dia brincando com jogos. Quando perguntavam porque ela nunca tinha beijado, ela dizia: porque não tenho vontade. O quarto dela era cheio dos jogos que ela gostava, talvez tivesse até alguns dos ursos de pelúcia dos quais ela nunca conseguiu se separar.
O cabelo dele também era comprido. Para um menino, pelo menos. Até os ombros, talvez. Cheio de nós. Ele não era esquelético, bem pelo contrario. Um dos motivos para as pessoas "tirarem" com ele era seu peso. Ele gostava de passar o recreio lendo, no canteiro da escola. Rolavam boatos que ele cantava ópera.
A outra, não era gorda. Talvez tivesse tido uma fase mais cheinha, mas gorda não era. Seu quarto era rosa, e tinha vários corações espalhados pelos móveis. Gostava de Disney e essas coisas. Vestia as roupas que queria.
Três pessoas. Não são iguais, mas porque seriam diferentes? Três pessoas que poderiam olhar para você e falar muito bem sobre o bullying. Três vítimas.
A primeira, vejam bem, não tinha absolutamente nada de errado. Ninguém sabe porque ela nunca saiu da escola, pois teria inúmeros motivos. Era intimidada constantemente por colegas. Colegas que aprontavam, por sinal. Parece que esses colegas não tinham a mínima noção do mal que faziam a ela. Ou pior: sabiam o que faziam, mas nunca se envergonharam disso. Sabe, eu admiro ela. Por sua postura. Seus pais vivem desesperados para livrá-la do bullying. Ela tem uma postura meio "foda-se". Decidiu viver do seu jeito, e se os outros não gostam, o problema é deles. O único porém, é que eles fizeram disso o problema dela também.
O menino não tinha mãe. Era, sim, uma pessoa completamente diferente dos outros de sua idade, por seus gostos. Já havia estudado em quase todas as escolas de sua cidade, tentando fugir do mal que, poderia se dizer, o perseguia. Nunca conseguiu. Faz algum tempo que ele está fixo em sua escola, e o bullying não passou. A diferença é que ele encontrou um amigo.
A terceira foi vítima de bullying, sim. Não tem como negar. Quem nunca sofreu bullying, afinal? Mas então, pararam. Ninguém sabe o que mudou, mas os apelidos maldosos nunca mais foram ouvidos. Mas ela continua sendo "a coitadinha". Porque? Simplesmente porque ela gosta dessa posição. A posição de vítima. Ela tornou seu estado permanente, deixou pessoas compadecidas, e depois com nojo. Uma vez ela chegou a admitir que o que ela queria era chamar atenção.
Três casos que começaram de formas diferentes e tiveram todo seu desenvolvimento diferente. Essas pessoas vivem de formas diferentes. Reagiram de formas diferentes ao bullying. Mas lutaram. Então, não quero cair na mesmice ao falar isso. Não queria ser a pessoa que vai repetir o que você já ouviu um milhão de vezes. Mas vou. Porque enquanto as pessoas não mudarem, ainda haverá motivos para falarem.
Chega de bullying.
O cabelo dele também era comprido. Para um menino, pelo menos. Até os ombros, talvez. Cheio de nós. Ele não era esquelético, bem pelo contrario. Um dos motivos para as pessoas "tirarem" com ele era seu peso. Ele gostava de passar o recreio lendo, no canteiro da escola. Rolavam boatos que ele cantava ópera.
A outra, não era gorda. Talvez tivesse tido uma fase mais cheinha, mas gorda não era. Seu quarto era rosa, e tinha vários corações espalhados pelos móveis. Gostava de Disney e essas coisas. Vestia as roupas que queria.
Três pessoas. Não são iguais, mas porque seriam diferentes? Três pessoas que poderiam olhar para você e falar muito bem sobre o bullying. Três vítimas.
A primeira, vejam bem, não tinha absolutamente nada de errado. Ninguém sabe porque ela nunca saiu da escola, pois teria inúmeros motivos. Era intimidada constantemente por colegas. Colegas que aprontavam, por sinal. Parece que esses colegas não tinham a mínima noção do mal que faziam a ela. Ou pior: sabiam o que faziam, mas nunca se envergonharam disso. Sabe, eu admiro ela. Por sua postura. Seus pais vivem desesperados para livrá-la do bullying. Ela tem uma postura meio "foda-se". Decidiu viver do seu jeito, e se os outros não gostam, o problema é deles. O único porém, é que eles fizeram disso o problema dela também.
O menino não tinha mãe. Era, sim, uma pessoa completamente diferente dos outros de sua idade, por seus gostos. Já havia estudado em quase todas as escolas de sua cidade, tentando fugir do mal que, poderia se dizer, o perseguia. Nunca conseguiu. Faz algum tempo que ele está fixo em sua escola, e o bullying não passou. A diferença é que ele encontrou um amigo.
A terceira foi vítima de bullying, sim. Não tem como negar. Quem nunca sofreu bullying, afinal? Mas então, pararam. Ninguém sabe o que mudou, mas os apelidos maldosos nunca mais foram ouvidos. Mas ela continua sendo "a coitadinha". Porque? Simplesmente porque ela gosta dessa posição. A posição de vítima. Ela tornou seu estado permanente, deixou pessoas compadecidas, e depois com nojo. Uma vez ela chegou a admitir que o que ela queria era chamar atenção.
Três casos que começaram de formas diferentes e tiveram todo seu desenvolvimento diferente. Essas pessoas vivem de formas diferentes. Reagiram de formas diferentes ao bullying. Mas lutaram. Então, não quero cair na mesmice ao falar isso. Não queria ser a pessoa que vai repetir o que você já ouviu um milhão de vezes. Mas vou. Porque enquanto as pessoas não mudarem, ainda haverá motivos para falarem.
Chega de bullying.
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domingo, 24 de janeiro de 2010
Instintos.
Evolução.
A muitos anós atrás, nos comunicávamos de uma forma que hoje não compreendemos. Para nos alimentarmos, precisávamos fazer algo que hoje não sabemos mais como: caçar. Ninguém se preocupava com o cabelo que não estava brilhoso, com a unha cheia de cutículas e com as roupas modernas que não poderia comprar.
Sobrevivência. Algo que, a algum tempo atrás, lutavamos para ter. Para conquistar. Hoje, é difícil parar para pensar nisso. É dificil ver alguém lutando por sua sobrevivência, pois nós apenas... sobrevivemos. Com os avanços da medicina podemos diagnosticar nossas doenças e tratá-las de uma maneira simples, em sua maioria.
Evoluímos, com a certeza de que melhoramos. Afinal, evoluir não é isso? Crescer? Deixamos para trás nossos hábitos primitivos, que foram substituídos por atos mais racionais e não focados apenas em nossa sobrevivência. Porém, não foi tudo deixado para trás. Podemos agradecer aos nossos antecessores por ainda conservarmos esse instinto. Esse, que mal usamos. Esse, até considerado dispensável. Esse, que salvou inúmeras pessoas no Haiti. O instinto de sobrevivência.
Como pessoas podem ficar soterradas por mais de 10 dias e sobreviverem? É o instinto de sobrevivência. Se tivessemos olhos apenas para nosso eu evoluído, negando o passado, não teriamos esse instinto. Essa chance.
Ontem suspenderam as buscas por sobreviventes no Haiti. Anteontem, ainda haviam encontrado mais sobreviventes. E, com toda a certeza, ainda existem muitas pessoas soterradas, com nada além de seu instinto de sobrevivência, esperando para serem salvas. Esperando um socorro que não vai chegar.
Só podemos esperar que o instinto os salve. Apesar de tudo, é bom termos conservado alguns de nossos antigos costumes.
As características básicas do ser humano.
A muitos anós atrás, nos comunicávamos de uma forma que hoje não compreendemos. Para nos alimentarmos, precisávamos fazer algo que hoje não sabemos mais como: caçar. Ninguém se preocupava com o cabelo que não estava brilhoso, com a unha cheia de cutículas e com as roupas modernas que não poderia comprar.
Sobrevivência. Algo que, a algum tempo atrás, lutavamos para ter. Para conquistar. Hoje, é difícil parar para pensar nisso. É dificil ver alguém lutando por sua sobrevivência, pois nós apenas... sobrevivemos. Com os avanços da medicina podemos diagnosticar nossas doenças e tratá-las de uma maneira simples, em sua maioria.
Evoluímos, com a certeza de que melhoramos. Afinal, evoluir não é isso? Crescer? Deixamos para trás nossos hábitos primitivos, que foram substituídos por atos mais racionais e não focados apenas em nossa sobrevivência. Porém, não foi tudo deixado para trás. Podemos agradecer aos nossos antecessores por ainda conservarmos esse instinto. Esse, que mal usamos. Esse, até considerado dispensável. Esse, que salvou inúmeras pessoas no Haiti. O instinto de sobrevivência.
Como pessoas podem ficar soterradas por mais de 10 dias e sobreviverem? É o instinto de sobrevivência. Se tivessemos olhos apenas para nosso eu evoluído, negando o passado, não teriamos esse instinto. Essa chance.
Ontem suspenderam as buscas por sobreviventes no Haiti. Anteontem, ainda haviam encontrado mais sobreviventes. E, com toda a certeza, ainda existem muitas pessoas soterradas, com nada além de seu instinto de sobrevivência, esperando para serem salvas. Esperando um socorro que não vai chegar.
Só podemos esperar que o instinto os salve. Apesar de tudo, é bom termos conservado alguns de nossos antigos costumes.
As características básicas do ser humano.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
O direito exclusivo de errar
Errar é humano. É errando que se aprende, e todo mundo tem o direito de errar. É, infelizmente eu não penso assim.
Quer dizer, errar é fundamental. Eu acho que não seria nem metade do que sou se não tivesse tido a chance de aprender com meus próprios erros. Por exemplo: sabe quando tu vai fazer uma coisa, ou está fazendo uma coisa, e a tua mãe te olha com uma cara meio estranha, e depois faz um discurso gigante do qual você pode tirar lições e previnir seu próprio erro? Pois é, eu nunca liguei muito pra esses discursos. Pode parecer hipocrisia da minha parte, e geralmente, no fim eu erro (e feio). Mas tem o lado bom: eu estou aprendendo com meu próprio erro, e sabe o que? Se eu não fizesse do meu jeito ficaria pensando como teria sido se tivesse feito como eu queria.
Agora, pense em um grupo. Alguém desse grupo, vamos chamá-lo de F (fulano), tem que tomar uma decisão importante para o grupo inteiro. Ele tem duas opções, sendo que uma decisão seria melhor para ele, e a outra ajudaria a todos. O F faz uma escolha: decide se beneficiar, tendo a chance de ajudar ao grupo, mas apenas tendo a si mesmo em mente. Mas ele não escolheu a opção que beneficiaria diretamente o grupo inteiro. Ele errou. O erro que ele cometeu prejudicou a todos menos a ele mesmo. Quer saber? Ele era um líder. Líderes não podem se dar a chance de cometer esse tipo de erro pensando em si mesmos. Um presidente, um líder mundial, tem que pensar no grupo. E não pode se dar a chance de errar.
Talvez eu esteja sendo dura, e eu provavelmente estou. Gosto de ter meu direito de errar, do mesmo jeito que sei que os "líderes" também são humanos e erram. Mas sempre que alguém, com seu erro, pode influenciar outras pessoas, deve pensar um pouco.
Quando as consequencias do seu erro não se limitam a você, pense. No grupo. Talvez se todos pensassem assim, teríamos um mundo menos egoista.
E possivelmente um mundo com líderes de verdade.
Quer dizer, errar é fundamental. Eu acho que não seria nem metade do que sou se não tivesse tido a chance de aprender com meus próprios erros. Por exemplo: sabe quando tu vai fazer uma coisa, ou está fazendo uma coisa, e a tua mãe te olha com uma cara meio estranha, e depois faz um discurso gigante do qual você pode tirar lições e previnir seu próprio erro? Pois é, eu nunca liguei muito pra esses discursos. Pode parecer hipocrisia da minha parte, e geralmente, no fim eu erro (e feio). Mas tem o lado bom: eu estou aprendendo com meu próprio erro, e sabe o que? Se eu não fizesse do meu jeito ficaria pensando como teria sido se tivesse feito como eu queria.
Agora, pense em um grupo. Alguém desse grupo, vamos chamá-lo de F (fulano), tem que tomar uma decisão importante para o grupo inteiro. Ele tem duas opções, sendo que uma decisão seria melhor para ele, e a outra ajudaria a todos. O F faz uma escolha: decide se beneficiar, tendo a chance de ajudar ao grupo, mas apenas tendo a si mesmo em mente. Mas ele não escolheu a opção que beneficiaria diretamente o grupo inteiro. Ele errou. O erro que ele cometeu prejudicou a todos menos a ele mesmo. Quer saber? Ele era um líder. Líderes não podem se dar a chance de cometer esse tipo de erro pensando em si mesmos. Um presidente, um líder mundial, tem que pensar no grupo. E não pode se dar a chance de errar.
Talvez eu esteja sendo dura, e eu provavelmente estou. Gosto de ter meu direito de errar, do mesmo jeito que sei que os "líderes" também são humanos e erram. Mas sempre que alguém, com seu erro, pode influenciar outras pessoas, deve pensar um pouco.
Quando as consequencias do seu erro não se limitam a você, pense. No grupo. Talvez se todos pensassem assim, teríamos um mundo menos egoista.
E possivelmente um mundo com líderes de verdade.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
A história dos 1000 pares de sapato
Não vou mentir. Admito que eu sempre quero alguma(s) coisas. Atormento minha mãe pra conseguir mais dinheiro, dou mil motivos para ela de porque eu mereço a tal coisa, enfim, tento com muito afinco conseguir o que é, com certeza, essencial para mim. Ela está certa quando diz que, se fosse atender todos os meus pedidos, nós já estaríamos pobres (por deus, que ela não leia isso).
Por outro lado, sei, tenho certeza absolutíssima, que o meu caso não é o pior. Convivo com pessoas que vivem para mostrar suas coisas novas. Na minha aula de teatro, toda a sexta-feira a C. mostrava o que tinha de novo. Fui colega dela por um ano, e ela sempre teve jóias, sapatos, blusas, brilhos, maquiagens; enfim. Tudo novo. Era espantoso, porque toda a semana, ela chegava com uma nova variação de algo que ela já tinha. Geralmente era um colar, uma pulseira (com muito brilho, assim que ela gostava). Algumas das minhas colegas tinham inveja dela, mas eu acho que é desespero.
Outra situação: uma mulher aqui da minha cidade, que não usa a mesma roupa duas vezes. O closet dela é do tamanho da sala da minha casa, e se eu disser que ela tem mais de 1.000 pares de sapato não vou estar mentindo. Mas essa mulher, vou chamá-la de F (fulana), é amiga da S. A S, sempre que sai com ela, a proíbe de comprar um sapato novo. Pergunta se ela realmente precisa daquilo, e diz que ela já tem um muito parecido. O marido da F já disse: desde que ela começou a sair com a S, gastou muito menos. A F diz que a S é diferente: sua única amiga que não estimula a compra. Agora, vejam só. Todas as suas amigas a influenciam a ter coisas que sabem que são desnecessãrias, mas que querem ter, comprar, usar.
Todos somos um pouco consumistas. Alguns de nós sabem como controlar, outros não. Alguns encontram alguém para ajudar, alguns só encontram a sociedade, pressionando cada vez mais uma nova compra.
Sou jovem, e tenho uma mente consumista. Tenho certeza. Sempre quero algo. Mas devo ser uma consumista consciente (ou pobre), porque a maior parte de meus sonhos de consumo terminam lá em suas prateleiras, dentro da loja.
Melhor assim.
Por outro lado, sei, tenho certeza absolutíssima, que o meu caso não é o pior. Convivo com pessoas que vivem para mostrar suas coisas novas. Na minha aula de teatro, toda a sexta-feira a C. mostrava o que tinha de novo. Fui colega dela por um ano, e ela sempre teve jóias, sapatos, blusas, brilhos, maquiagens; enfim. Tudo novo. Era espantoso, porque toda a semana, ela chegava com uma nova variação de algo que ela já tinha. Geralmente era um colar, uma pulseira (com muito brilho, assim que ela gostava). Algumas das minhas colegas tinham inveja dela, mas eu acho que é desespero.
Outra situação: uma mulher aqui da minha cidade, que não usa a mesma roupa duas vezes. O closet dela é do tamanho da sala da minha casa, e se eu disser que ela tem mais de 1.000 pares de sapato não vou estar mentindo. Mas essa mulher, vou chamá-la de F (fulana), é amiga da S. A S, sempre que sai com ela, a proíbe de comprar um sapato novo. Pergunta se ela realmente precisa daquilo, e diz que ela já tem um muito parecido. O marido da F já disse: desde que ela começou a sair com a S, gastou muito menos. A F diz que a S é diferente: sua única amiga que não estimula a compra. Agora, vejam só. Todas as suas amigas a influenciam a ter coisas que sabem que são desnecessãrias, mas que querem ter, comprar, usar.
Todos somos um pouco consumistas. Alguns de nós sabem como controlar, outros não. Alguns encontram alguém para ajudar, alguns só encontram a sociedade, pressionando cada vez mais uma nova compra.
Sou jovem, e tenho uma mente consumista. Tenho certeza. Sempre quero algo. Mas devo ser uma consumista consciente (ou pobre), porque a maior parte de meus sonhos de consumo terminam lá em suas prateleiras, dentro da loja.
Melhor assim.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Ano velho, vida nova
Ano novo, década nova. Com isso, muita coisa muda.
Aposto que disseram isso na passagem de 1999 para 2000. E será que alguma coisa mudou? Para melhor, eu digo. Será que as pessoas conseguiram evoluir, conseguiram sua vida nova, conseguiram realizar todos os seus desejos feitos na virada do ano? Bom, eu não lembro como foi para mim em 1999, mas posso afirmar com muita certeza que não foi tanta coisa assim que mudou.
O problema é que estamos tão ocupados pensando em passagens que marcam nossas vidas, mudanças de décadas, um novo ano, que não pensamos que a hora de mudar é agora. Quão estranho é ter de esperar um novo ano para ser feliz?
Então, se nesse ano novo você vai pedir paz, pense na paz que você cria dentro de sua casa. Se vai pedir que a água nunca acabe, esqueça seus banhos de 50 minutos. Não espere o mundo mudar, mas tente mudar o seu próprio mundo.
Eu juro que esse ano, pela paz (e os pedidos do meu namorado), vou ser mais simpática com meu irmão. Mas se isso nao for recíproco, aí eu não prometo nada...
Aposto que disseram isso na passagem de 1999 para 2000. E será que alguma coisa mudou? Para melhor, eu digo. Será que as pessoas conseguiram evoluir, conseguiram sua vida nova, conseguiram realizar todos os seus desejos feitos na virada do ano? Bom, eu não lembro como foi para mim em 1999, mas posso afirmar com muita certeza que não foi tanta coisa assim que mudou.
O problema é que estamos tão ocupados pensando em passagens que marcam nossas vidas, mudanças de décadas, um novo ano, que não pensamos que a hora de mudar é agora. Quão estranho é ter de esperar um novo ano para ser feliz?
Então, se nesse ano novo você vai pedir paz, pense na paz que você cria dentro de sua casa. Se vai pedir que a água nunca acabe, esqueça seus banhos de 50 minutos. Não espere o mundo mudar, mas tente mudar o seu próprio mundo.
Eu juro que esse ano, pela paz (e os pedidos do meu namorado), vou ser mais simpática com meu irmão. Mas se isso nao for recíproco, aí eu não prometo nada...
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Amigo quase secreto
Natal. Época de presentes, alegria, presentes, comida... e amigo secreto. Posso dizer que sempre que participo de um amigo secreto me sinto um pouquinho tensa. E se eu tirar alguém que eu não gosto? E se eu errar no presente? E se eu nao gostar do meu presente, que cara eu faço? Apesar de tudo isso, sempre acaba sendo divertido. Para mim, amigos secretos em geral vem decaindo (e muito): na escola, nunca mais deu certo. Com as amigas, não fizemos. Só com a família, mas aí já é tradição.
Eu gostaria de presentear inúmeras pessoas com ótimos presentes, mas infelizmente o dinheiro é curto (principalmente agora que as férias chegaram), então para todos eu desejo um feliz Natal, e que Papai Noel tenha tido mais dinheiro para dispor à fabricação de seus presentes.
Também gostaria de presentar inúmeras pessoas com outros ótimos presentes, mas infelizmente não posso. Gostaria de dar à Stefhany um chá de simancol para ver que não agrada. Gostaria de dar à Xuxa o aviso de que Sasha não é um bom nome para uma pobre criança. Gostaria de dar, principalmente, a pobre da Geisy Arruda um vestido um pouquinho maior.
Enfim, Natal. Época de presentes. Escolha bem a pessoa que você vai presentear.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
O tempo cura tudo (ou não)
Em algumas situações específicas, ouvimos frases que, nesse momento, realmente nao queremos ouvir: "o tempo cura tudo". Será que nessa alguém acredita nisso? Talvez o problema seja esse. Acreditar. Acreditamos, o tempo passa, e tudo continua igual. O tempo não curou nada.
A verdade é que não adianta esperar passar. É a mesma coisa que cair no chão, raspar o joelho e não limpar o machucado. Ele vai cicatrizar errado, e depois pode ser pior. O tempo, sozinho, não vai curar nada. Tem que ter vontade. Tem que acreditar. Tem que TENTAR. De que adianta o tempo passar tentando tirar uma pessoa da sua cabeça, se tu é quem luta contra isso, pensando nele todos os dias, não deixando o tempo fazer sua parte. Então é isso. O tempo faz sua parte, que nunca será suficiente se você não fizer a sua. Eu sei que é difícil. O mais difícil deve ser juntar forças para querer. Abrace o tempo. Faça dele um aliado. E tente.
A verdade é que não adianta esperar passar. É a mesma coisa que cair no chão, raspar o joelho e não limpar o machucado. Ele vai cicatrizar errado, e depois pode ser pior. O tempo, sozinho, não vai curar nada. Tem que ter vontade. Tem que acreditar. Tem que TENTAR. De que adianta o tempo passar tentando tirar uma pessoa da sua cabeça, se tu é quem luta contra isso, pensando nele todos os dias, não deixando o tempo fazer sua parte. Então é isso. O tempo faz sua parte, que nunca será suficiente se você não fizer a sua. Eu sei que é difícil. O mais difícil deve ser juntar forças para querer. Abrace o tempo. Faça dele um aliado. E tente.
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