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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Resenha Crítica: Tópicos Especiais em Física das Calamidades



Ok, admito que só comprei o livro porque a grana tava curta e ele tava nos descontos: de R$ 59,90 por R$14,90. Uma pechincha. Apesar do nome ridiculamente estranho, e que com certeza fez muita gente não comprar o livro, gostei da sinopse. Levei pra casa.

Esse é o primeiro romance de Marisha Pessl. Ela levou 3 anos para escrevê-lo, e o livro foi lançado em 2006, tornando-se um best seller do The New York Times (mesmo que você nunca tenha ouvido falar do livro) e sendo traduzido em 3 línguas.

Blue Van Meer perdeu a mãe ainda quando criança. Desde então, ela e seu pai, Gareth (que é professor universitário) viajam de cidade em cidade, sem parar por mais de 3 meses. Eles ficam sempre em lugares em que ele possa dar aula, e ela completar seus estudos. Porém, quando Blue vai para seu último ano escolar, eles decidem ficar um ano inteiro na mesma cidade. Lá, a menina é convidada para integrar um grupo do qual participam gênios excêntricos de sua escola, e que a líder é Hannah Schneider, a professora de cinema. Ao decorrer do livro, restam alguns mistérios para Blue solucionar, como o assassinato (ou suicídio) de uma das pessoas do grupo.

Ok, minha opinião agora: é um bom livro. É uma leitura interessante, e com certeza não é parecida com qualquer outro livro que você já tenha lido. Mas eu, particularmente, tive sérios problemas. Por exemplo, no fim do livro tinha a impressão de ter mais perguntas do que respostas (pra quem assiste Lost, sabe como é a sensação). Convido todos a lerem o livro e tentarem entender os mistérios não resolvidos. Quem conseguir ganha uma bala.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Resenha Crítica: Os 13 Porques


Quem me recomendou esse livro foi uma amiga, junto com o aviso: "Vai te deixar deprimida."

O autor, Jay Asher, teve sua inspiração enquanto visitava um museu no qual recebeu uma fita cassete. Ele se dirigia à obra de arte desejada, clicava no play e a obra era explicada.

No livro, Hannah não aguentava mais sua vida. Se suicidou. Porém, deixou um presentinho para um grupo seleto de pessoas. O presente? As 13 fitas cassete explicando porque havia se matado. Os presenteados? As 13 pessoas que a levaram a se matar. O livro é narrado por Clay, que nunca havia feito nada de errado à Hannah além de amá-la, portanto não consegue entender qual seu envolvimento nessa história. Nessas fitas, alguns segredos que todos juravam que nunca passariam disso: segredos, são revelados. Chegou a hora de Clay descobrir até que ponto ele está envolvido nessa história.

Eu, pessoalmente, amei o livro. Por sua capa, o máximo que você presume é que o livro conta uma história boba adolescente. Mas não. O livro te deixa preso (me senti obrigada a ler em apenas uma noite) e retrata muito bem a depressão adolescente e muitas coisas que acontecem nessa fase. Um livro inteligente que te deixa refletindo e querendo mais.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Resenha Crítica: Precisamos Falar Sobre o Kevin



A primeira coisa que me chamou atenção nesse livro foi a capa. Sempre julguei livros por sua capa, e até agora essa tecnica tem dado certo. Comprei o livro, mesmo com a minha mãe apresentando uma relutância tão grande em relação a ele (não me pergunte o motivo, eu não saberia responder).

Escrito por Lionel Shriver, este foi seu primeiro romance. Foi rejeitado por inúmeras editoras antes de finalmente ser aceito, se tornando um best seller.

O livro é narrado pela mãe de Kevin, por meio de cartas a seu ex marido, Franklin. Intercala momentos do passado e do presente. Franklin queria ter um filho, e sua mulher não. Em um momento ela engravida, e já cultua um tipo de raiva por Kevin antes mesmo de seu nascimento. Ela não imaginava que, 16 anos depois, seu filho seria o autor de uma carnificina que matou colegas, professores e funcionários de seu colégio. Um livro que te faz pensar se a raiva de uma mãe pode tornar seu filho um psicopata.

Se eu tivesse que descrever o livro em uma palavra, seria "perturbante". Não é o livro certo para quem procura uma leitura simples e relaxante. Para mim, o maior problema do livro foi um pouco de falta de objetividade. É obvio que a autora teria que explicar bem a historia de Kevin, mas em muitos momentos o livro se tornou maçante. De uma hora para outra, se torna eletrizante, com um final surpreendente. É com absoluta certeza um livro muito bem escrito.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Resenha Crítica: "Um Best Seller para Chamar de Meu"



Esse foi o primeiro livro de Marian Keyes que eu li. Já havia ouvido falar centenas de vezes de seus livros, mas apenas quando minha mãe comprou (para ela mesma, e não para mim) surgiu uma oportunidade de ler.

Marian Keyes, a autora, se formou em Direito. Trabalhou como garçonete, enquanto lutava contra seu vício do alcoolismo e até uma tentativa de suicído. Depois de vencer essa parte de sua vida, começou a trabalhar como autora de romances, tendo muito sucesso.

No livro, Gemma, uma organizadora de eventos, tem sua vida virada de cabeça para baixo quando seu pai, depois de muitos anos de casamento, larga sua mãe e vai viver com uma mulher apenas um pouco mais velha que ela própria. Ainda por cima, vê sua ex-amiga Lily dona de um livro de sucesso. Além de ter roubado o homem de sua vida, Lily vai roubar seu sonho de ser escritora?

Jojo é agente literária, selecionando livros e os mandando para editoras. Ela é a agente de Lily, e acaba aceitando também um livro de Gemma. Ainda por cima, tem um caso com seu chefe, Mark (ele é casado e tem duas filhas), o que pode arruinar suas chances de se tornar sócia da empresa.

Lily e Anton estão tentando arranjar dinheiro para conseguir viver, quando Lily sofre um assalto, grávida. Depois desse terrível ocorrido, ela se sente inspirada para escrever um livro. Algum tempo depois, o livro é um sucesso de vendas. Porém, ter de conviver com a culpa de ter roubado o homem que Gemma amava e ainda ama, é demais para ela.

O livro anda intercalando narrativas das três personagens, assim conhecemos a vida e o estado de cada uma delas. Aos poucos, elas vão entrando uma na vida da outra de formas diferentes. Não tinha muitas expectativas com o livro; li apenas porque tive a oportunidade. Porém, me surpreendi. É um ótimo livro para desopilar, além de que em vários momentos você se sente tão próximo dos personagens que começa a torcer por eles. Pode parecer um livro extenso (são mais de 700 páginas), principalmente para um Chick-Lit, mas você nem vê as páginas passando. Ao terminar o livro, as 4 da manhã, queria mais.

Nota: 5/5. Pode não ser um livro muito profundo, mas é ótimo para quem quer relaxar lendo um bom livro.