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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Perspectiva

Passei as duas últimas semanas na praia. Em relação ao tempo, essas duas semanas não poderiam ter sido escolhidas de forma pior. Chuva incessante do primeiro ao último dia (que foi adiantado em 24h, pois ninguém aguentava mais o tempo). Esse tempo ocasionou um certo problema: a falta do que fazer. Ir a praia não era uma opção, nem ir ao centro, pois chovia demais até mesmo para isso. Ficar em casa se tornou a melhor ideia. Agora, casa alugada e pequena, com sofá desconfortável e em um numero proporcionalmente menor do que o número de habitantes da casa, só piorava a situação.

Decidi ler. Não foi uma decisão muito revolucionária, para ser bem sincera. Sempre vou munida de vários livros para a praia e leio todos antes de voltar. Mas acho que esses dias em que fiquei "incubada" em casa me trouxeram outra face da leitura que antes eu simplesmente não observava.

Li alguns livros realmente emocionantes. Deixavam a desejar um pouco na forma como eram escritos, apesar de seu autor ser bem conceituado. Mas ok, romances adolescentes deixaram de ser meus favoritos a alguns anos, e eu sabia que estaria me arriscando ao comprar um box com quatro livros do mesmo autor, especialmente sobre esse tema. Chorei lendo todos eles. Quem me conhece, sabe que eu sou a legítima torneirinha: choro excessivamente. Mas esses livros realmente me tocaram. Depois desses, li um romance policial muito bom, e finalmente me senti em casa novamente. E foi com esse livro que eu percebi qual a diferença que a leitura dá para minha vida.

Ao terminar de ler cada um deles, apliquei a mensagem deles ao momento que vivia, sem nem ao menos perceber. Isso me deu a oportunidade de observar meus problemas, ansiedades e todos os outros sentimentos de outra forma, pois não analisei-os da forma que costumo fazer. Não foi aplicando meus valores nem nada do tipo. Simplesmente apliquei algo que o livro em si passou para mim, e consegui uma nova perspectiva. Percebi estar errada em algumas situações e decidi ser mais flexível em outras.

Essa é a importância dos livros para mim. Sempre vai haver algo novo para observar.
Um livro novo sempre vai te dar uma nova perspectiva.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Um pouco sobre discriminação

Era uma terça-feira, uma das últimas de minhas férias. Estava no shopping com minha mãe e minha avó, que queria me dar um presente. Eu procurava por uma peça de roupa específica, que não havia encontrado em loja nenhuma. Então decidi entrar na Animale (para quem não conhece, é uma marca com roupas mais sofisticadas, conhecida por ter preços mais, digamos, salgados) e ver se conseguia lá o que não havia conseguido no resto do shopping.

Entramos na loja. Estava vazia, exceto por uma mulher no caixa, pagando. Atrás do caixa, umas cinco atendentes da loja, conversando. Ao lado delas, a gerente. Enquanto esperava para ser atendida, dei uma olhada nas roupas. Eu esperei, mas o atendimento não chegou. Eu estava sendo obviamente ignorada por todas as atendentes e a gerente da loja. Agora eu pergunto para vocês: por que? O que justifica esse comportamento? Bem, a resposta é muito simples. Nós não tinhamos cara de quem tem dinheiro para comprar lá. Isso sinceramente me ofendeu, e muito. Não era mais uma questão de conseguir a tal saia que eu queria. Era uma questão de respeito.

Quero dizer, talvez eu não me vista como uma perua. Talvez não use maquiagem suficiente, roupas chiques o suficiente. Não sei. Mas isso com certeza não justifica o comportamento de deixar de dar atendimento a um cliente em potencial (sim, eu era uma cliente em potencial, pois minha avó teria dinheiro para comprar a saia) simplesmente por sua aparência.

Discriminação. Simples, e na frente de todo mundo. O pior é que eu tenho certeza de uma coisa: as atendentes foram instruídas a agir assim. A selecionar quem irão atender.

Saí da loja e fui gastar meu dinheiro em algum lugar que recebesse um pouco de respeito.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Duas promoções vindas diretamente dos deuses

Oi gente :) Hoje meu objetivo é muito simples: divulgar as melhores promoções ever!

O blog Lost In Chick-Lit está fazendo duas promoções de morrer pra todos que estão entediados ou só querem ler um bom livro. Bom, não importa os seus motivos, o que não se pode negar é que os livros são ótimos e a promoção é bárbara (como diria minha mãe)!





O primeiro livro que você pode ganhar é "O Vendedor de Armas", de Hugh Laurie (para os alienados ou apenas esquecidos, o ator de House).

"Thomas Lang recebe uma proposta: matar um empresário americano por 100 mil dólares. Ao invés de aceitar a proposta, ele resolve avisar a vítima do perigo que ela corre. Apesar de sua boa vontade, o ato de Thomas não passará despercebido, e ele terá de lutar para sobreviver."





O segundo livro é "Tem alguém aí?!", de Marian Keyes. Não sei se vocês já leram algum livro dela, mas é uma das melhores autoras de Chick Lit com certeza.

"Anna Walsh tem o melhor emprego do mundo. Ela é relações públicas de Candy Grrrl, uma empresa de cosméticos conhecida mundialmente. Vive ganhando produtos que milhares de meninas matariam para ganhar (especialmente de graça). Porém, ela sofre um acidente de carro e é obrigada a sair de NY e voltar para Dublin, sua cidade natal. Ao voltar, ela não consegue nenhum tipo de contato com Aidan, seu marido. O que aconteceu com ele?"

Obviamente, os dois livros são muito diferentes, mas tenho certeza de que são também ótimas leituras. Fica a dica para quem quiser um livro para se ocupar :)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Fanatismo e afins

Era inverno.

A terceira semana de julho, e acho que era uma sexta feira, para ser exata. 2008.

Estava de férias, em uma cidade que posso chamar de segunda casa: Gramado. Não consegui me conter, e tive de ir na livraria. Era daquelas bem aconchegantes: pessoas bebendo chocolate quente na entrada, o chão de madeira e livros abarrotados por aí. Me dirigi a vendedora: "Acho que o nome é Toillet." Ok, certamente era um nome estranho. Ela me deu em mãos um Twilight. "Crepúsculo. Deve ser este que tu procuras." Dei de ombros. Nem sabia da história do livro. Só havia ouvido falar. Possivelmente falava sobre vampiros os algo assim. Só sei que a capa era linda. Não me entenda mal, sempre julguei livros pela capa, e isso sempre me levou a ótimas leituras. Voltei para casa e, alheia ao mundo ao meu redor, comecei a leitura. As cinco da manhã parei de ler: havia terminado o livro.

Essa leitura desencadeou um fanatismo que eu não esperava. Em uma semana havia lido o resto da coleção (menos o último, que ainda não havia sido lançado naquela época). Foi uma época ótima para mim, pois conheci pessoas que hoje são grandes amigas, e uma certeza que tenho é que terei grandes histórias para contar para, bem, quem quiser ouvir.

Foi bom enquanto era exclusivo. Enquanto eu conseguia olhar no rosto das pessoas e dizer quem já havia lido o livro.

Não sei como aconteceu. Só sei que em um segundo era tudo para mim, e no próximo não importava mais.

Acredito ter aprendido algumas coisas realmente importantes com isso. Fanatismo? É ótimo pra quem vive apaixonada, e ridículo para quem olha de fora.

Vivam, sei lá. Parem de caçar posers. Parem de exibir seus itens de colecionador ou seja-lá-o-que-vocês-tem de seus ídolos. A um ano e meio atrás, eu iria querer apedrejar quem escreveu esse texto cheio de calúnias e difamações.

Hoje eu sei que não tem como tirar lições pelo que os outros contam. Um dia acontece contigo e tu entende.

(PS.: Esse texto não tem objetivo de ofender ninguém, nem de dar lição de moral. Só estou compartilhando um pouco do que vivi. Se você se sentiu ofendido... sugiro que pense um pouco sobre se o seu grau de fanatismo é saudável.)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Ler ler ler ler ler ler ler

Férias.

Alguns vivem no tédio, pensando em coisas novas para fazer.
Outros vivem correndo, tentando arranjar tempo para coisas novas.

Para mim, dizer que não tem tempo pra tal coisa, nas férias, é a desculpa mais esfarrapada do universo. Quero dizer, dois meses em que as únicas coisas que teus pais irão te obrigar a fazer são comer e dormir (ou nem isso), dizer que não tem tempo é desculpa. Arranjem um tempo (e eu sei que com algum esforço vocês vão conseguir) para ler um livro. Ok, eu não vou ser a chata que obriga vocês a fazerem isso nas férias, mas eu vou ser a chata, sim, que vai dizer lhes avisar que um livro pode trazer diversão, colocando um pouco mais de conhecimento nessas cabecinhas ocas e tontas por causa da insolação (decorrente das 12353154 horas que você passou na praia sem protetor solar).

Não, mas agora, falando sério. Com tempo, sem tempo, leiam um livro. Interrompa sua existência durante algumas horas ou minutos para viver uma outra história. Não deixem os livros se acumularem em suas mesas de cabeceira, não dêem tempo para eles ficarem parados. Leiam leiam leiam leiam leiam leiam.

Quando as férias terminarem, e junto com elas sua insolação for embora, você vai perceber que valeu a pena. Ler.