Passei as duas últimas semanas na praia. Em relação ao tempo, essas duas semanas não poderiam ter sido escolhidas de forma pior. Chuva incessante do primeiro ao último dia (que foi adiantado em 24h, pois ninguém aguentava mais o tempo). Esse tempo ocasionou um certo problema: a falta do que fazer. Ir a praia não era uma opção, nem ir ao centro, pois chovia demais até mesmo para isso. Ficar em casa se tornou a melhor ideia. Agora, casa alugada e pequena, com sofá desconfortável e em um numero proporcionalmente menor do que o número de habitantes da casa, só piorava a situação.
Decidi ler. Não foi uma decisão muito revolucionária, para ser bem sincera. Sempre vou munida de vários livros para a praia e leio todos antes de voltar. Mas acho que esses dias em que fiquei "incubada" em casa me trouxeram outra face da leitura que antes eu simplesmente não observava.
Li alguns livros realmente emocionantes. Deixavam a desejar um pouco na forma como eram escritos, apesar de seu autor ser bem conceituado. Mas ok, romances adolescentes deixaram de ser meus favoritos a alguns anos, e eu sabia que estaria me arriscando ao comprar um box com quatro livros do mesmo autor, especialmente sobre esse tema. Chorei lendo todos eles. Quem me conhece, sabe que eu sou a legítima torneirinha: choro excessivamente. Mas esses livros realmente me tocaram. Depois desses, li um romance policial muito bom, e finalmente me senti em casa novamente. E foi com esse livro que eu percebi qual a diferença que a leitura dá para minha vida.
Ao terminar de ler cada um deles, apliquei a mensagem deles ao momento que vivia, sem nem ao menos perceber. Isso me deu a oportunidade de observar meus problemas, ansiedades e todos os outros sentimentos de outra forma, pois não analisei-os da forma que costumo fazer. Não foi aplicando meus valores nem nada do tipo. Simplesmente apliquei algo que o livro em si passou para mim, e consegui uma nova perspectiva. Percebi estar errada em algumas situações e decidi ser mais flexível em outras.
Essa é a importância dos livros para mim. Sempre vai haver algo novo para observar.
Um livro novo sempre vai te dar uma nova perspectiva.
Mostrando postagens com marcador livros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador livros. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Duas promoções vindas diretamente dos deuses
Oi gente :) Hoje meu objetivo é muito simples: divulgar as melhores promoções ever!
O blog Lost In Chick-Lit está fazendo duas promoções de morrer pra todos que estão entediados ou só querem ler um bom livro. Bom, não importa os seus motivos, o que não se pode negar é que os livros são ótimos e a promoção é bárbara (como diria minha mãe)!

O primeiro livro que você pode ganhar é "O Vendedor de Armas", de Hugh Laurie (para os alienados ou apenas esquecidos, o ator de House).
"Thomas Lang recebe uma proposta: matar um empresário americano por 100 mil dólares. Ao invés de aceitar a proposta, ele resolve avisar a vítima do perigo que ela corre. Apesar de sua boa vontade, o ato de Thomas não passará despercebido, e ele terá de lutar para sobreviver."

O segundo livro é "Tem alguém aí?!", de Marian Keyes. Não sei se vocês já leram algum livro dela, mas é uma das melhores autoras de Chick Lit com certeza.
"Anna Walsh tem o melhor emprego do mundo. Ela é relações públicas de Candy Grrrl, uma empresa de cosméticos conhecida mundialmente. Vive ganhando produtos que milhares de meninas matariam para ganhar (especialmente de graça). Porém, ela sofre um acidente de carro e é obrigada a sair de NY e voltar para Dublin, sua cidade natal. Ao voltar, ela não consegue nenhum tipo de contato com Aidan, seu marido. O que aconteceu com ele?"
Obviamente, os dois livros são muito diferentes, mas tenho certeza de que são também ótimas leituras. Fica a dica para quem quiser um livro para se ocupar :)
O blog Lost In Chick-Lit está fazendo duas promoções de morrer pra todos que estão entediados ou só querem ler um bom livro. Bom, não importa os seus motivos, o que não se pode negar é que os livros são ótimos e a promoção é bárbara (como diria minha mãe)!

O primeiro livro que você pode ganhar é "O Vendedor de Armas", de Hugh Laurie (para os alienados ou apenas esquecidos, o ator de House).
"Thomas Lang recebe uma proposta: matar um empresário americano por 100 mil dólares. Ao invés de aceitar a proposta, ele resolve avisar a vítima do perigo que ela corre. Apesar de sua boa vontade, o ato de Thomas não passará despercebido, e ele terá de lutar para sobreviver."
O segundo livro é "Tem alguém aí?!", de Marian Keyes. Não sei se vocês já leram algum livro dela, mas é uma das melhores autoras de Chick Lit com certeza.
"Anna Walsh tem o melhor emprego do mundo. Ela é relações públicas de Candy Grrrl, uma empresa de cosméticos conhecida mundialmente. Vive ganhando produtos que milhares de meninas matariam para ganhar (especialmente de graça). Porém, ela sofre um acidente de carro e é obrigada a sair de NY e voltar para Dublin, sua cidade natal. Ao voltar, ela não consegue nenhum tipo de contato com Aidan, seu marido. O que aconteceu com ele?"
Obviamente, os dois livros são muito diferentes, mas tenho certeza de que são também ótimas leituras. Fica a dica para quem quiser um livro para se ocupar :)
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Resenha Crítica: Tópicos Especiais em Física das Calamidades

Ok, admito que só comprei o livro porque a grana tava curta e ele tava nos descontos: de R$ 59,90 por R$14,90. Uma pechincha. Apesar do nome ridiculamente estranho, e que com certeza fez muita gente não comprar o livro, gostei da sinopse. Levei pra casa.
Esse é o primeiro romance de Marisha Pessl. Ela levou 3 anos para escrevê-lo, e o livro foi lançado em 2006, tornando-se um best seller do The New York Times (mesmo que você nunca tenha ouvido falar do livro) e sendo traduzido em 3 línguas.
Blue Van Meer perdeu a mãe ainda quando criança. Desde então, ela e seu pai, Gareth (que é professor universitário) viajam de cidade em cidade, sem parar por mais de 3 meses. Eles ficam sempre em lugares em que ele possa dar aula, e ela completar seus estudos. Porém, quando Blue vai para seu último ano escolar, eles decidem ficar um ano inteiro na mesma cidade. Lá, a menina é convidada para integrar um grupo do qual participam gênios excêntricos de sua escola, e que a líder é Hannah Schneider, a professora de cinema. Ao decorrer do livro, restam alguns mistérios para Blue solucionar, como o assassinato (ou suicídio) de uma das pessoas do grupo.
Ok, minha opinião agora: é um bom livro. É uma leitura interessante, e com certeza não é parecida com qualquer outro livro que você já tenha lido. Mas eu, particularmente, tive sérios problemas. Por exemplo, no fim do livro tinha a impressão de ter mais perguntas do que respostas (pra quem assiste Lost, sabe como é a sensação). Convido todos a lerem o livro e tentarem entender os mistérios não resolvidos. Quem conseguir ganha uma bala.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Resenha Crítica: Os 13 Porques

Quem me recomendou esse livro foi uma amiga, junto com o aviso: "Vai te deixar deprimida."
O autor, Jay Asher, teve sua inspiração enquanto visitava um museu no qual recebeu uma fita cassete. Ele se dirigia à obra de arte desejada, clicava no play e a obra era explicada.
No livro, Hannah não aguentava mais sua vida. Se suicidou. Porém, deixou um presentinho para um grupo seleto de pessoas. O presente? As 13 fitas cassete explicando porque havia se matado. Os presenteados? As 13 pessoas que a levaram a se matar. O livro é narrado por Clay, que nunca havia feito nada de errado à Hannah além de amá-la, portanto não consegue entender qual seu envolvimento nessa história. Nessas fitas, alguns segredos que todos juravam que nunca passariam disso: segredos, são revelados. Chegou a hora de Clay descobrir até que ponto ele está envolvido nessa história.
Eu, pessoalmente, amei o livro. Por sua capa, o máximo que você presume é que o livro conta uma história boba adolescente. Mas não. O livro te deixa preso (me senti obrigada a ler em apenas uma noite) e retrata muito bem a depressão adolescente e muitas coisas que acontecem nessa fase. Um livro inteligente que te deixa refletindo e querendo mais.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Resenha Crítica: Precisamos Falar Sobre o Kevin

A primeira coisa que me chamou atenção nesse livro foi a capa. Sempre julguei livros por sua capa, e até agora essa tecnica tem dado certo. Comprei o livro, mesmo com a minha mãe apresentando uma relutância tão grande em relação a ele (não me pergunte o motivo, eu não saberia responder).
Escrito por Lionel Shriver, este foi seu primeiro romance. Foi rejeitado por inúmeras editoras antes de finalmente ser aceito, se tornando um best seller.
O livro é narrado pela mãe de Kevin, por meio de cartas a seu ex marido, Franklin. Intercala momentos do passado e do presente. Franklin queria ter um filho, e sua mulher não. Em um momento ela engravida, e já cultua um tipo de raiva por Kevin antes mesmo de seu nascimento. Ela não imaginava que, 16 anos depois, seu filho seria o autor de uma carnificina que matou colegas, professores e funcionários de seu colégio. Um livro que te faz pensar se a raiva de uma mãe pode tornar seu filho um psicopata.
Se eu tivesse que descrever o livro em uma palavra, seria "perturbante". Não é o livro certo para quem procura uma leitura simples e relaxante. Para mim, o maior problema do livro foi um pouco de falta de objetividade. É obvio que a autora teria que explicar bem a historia de Kevin, mas em muitos momentos o livro se tornou maçante. De uma hora para outra, se torna eletrizante, com um final surpreendente. É com absoluta certeza um livro muito bem escrito.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Resenha Crítica: "Um Best Seller para Chamar de Meu"

Esse foi o primeiro livro de Marian Keyes que eu li. Já havia ouvido falar centenas de vezes de seus livros, mas apenas quando minha mãe comprou (para ela mesma, e não para mim) surgiu uma oportunidade de ler.
Marian Keyes, a autora, se formou em Direito. Trabalhou como garçonete, enquanto lutava contra seu vício do alcoolismo e até uma tentativa de suicído. Depois de vencer essa parte de sua vida, começou a trabalhar como autora de romances, tendo muito sucesso.
No livro, Gemma, uma organizadora de eventos, tem sua vida virada de cabeça para baixo quando seu pai, depois de muitos anos de casamento, larga sua mãe e vai viver com uma mulher apenas um pouco mais velha que ela própria. Ainda por cima, vê sua ex-amiga Lily dona de um livro de sucesso. Além de ter roubado o homem de sua vida, Lily vai roubar seu sonho de ser escritora?
Jojo é agente literária, selecionando livros e os mandando para editoras. Ela é a agente de Lily, e acaba aceitando também um livro de Gemma. Ainda por cima, tem um caso com seu chefe, Mark (ele é casado e tem duas filhas), o que pode arruinar suas chances de se tornar sócia da empresa.
Lily e Anton estão tentando arranjar dinheiro para conseguir viver, quando Lily sofre um assalto, grávida. Depois desse terrível ocorrido, ela se sente inspirada para escrever um livro. Algum tempo depois, o livro é um sucesso de vendas. Porém, ter de conviver com a culpa de ter roubado o homem que Gemma amava e ainda ama, é demais para ela.
O livro anda intercalando narrativas das três personagens, assim conhecemos a vida e o estado de cada uma delas. Aos poucos, elas vão entrando uma na vida da outra de formas diferentes. Não tinha muitas expectativas com o livro; li apenas porque tive a oportunidade. Porém, me surpreendi. É um ótimo livro para desopilar, além de que em vários momentos você se sente tão próximo dos personagens que começa a torcer por eles. Pode parecer um livro extenso (são mais de 700 páginas), principalmente para um Chick-Lit, mas você nem vê as páginas passando. Ao terminar o livro, as 4 da manhã, queria mais.
Nota: 5/5. Pode não ser um livro muito profundo, mas é ótimo para quem quer relaxar lendo um bom livro.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Fanatismo e afins
Era inverno.
A terceira semana de julho, e acho que era uma sexta feira, para ser exata. 2008.
Estava de férias, em uma cidade que posso chamar de segunda casa: Gramado. Não consegui me conter, e tive de ir na livraria. Era daquelas bem aconchegantes: pessoas bebendo chocolate quente na entrada, o chão de madeira e livros abarrotados por aí. Me dirigi a vendedora: "Acho que o nome é Toillet." Ok, certamente era um nome estranho. Ela me deu em mãos um Twilight. "Crepúsculo. Deve ser este que tu procuras." Dei de ombros. Nem sabia da história do livro. Só havia ouvido falar. Possivelmente falava sobre vampiros os algo assim. Só sei que a capa era linda. Não me entenda mal, sempre julguei livros pela capa, e isso sempre me levou a ótimas leituras. Voltei para casa e, alheia ao mundo ao meu redor, comecei a leitura. As cinco da manhã parei de ler: havia terminado o livro.
Essa leitura desencadeou um fanatismo que eu não esperava. Em uma semana havia lido o resto da coleção (menos o último, que ainda não havia sido lançado naquela época). Foi uma época ótima para mim, pois conheci pessoas que hoje são grandes amigas, e uma certeza que tenho é que terei grandes histórias para contar para, bem, quem quiser ouvir.
Foi bom enquanto era exclusivo. Enquanto eu conseguia olhar no rosto das pessoas e dizer quem já havia lido o livro.
Não sei como aconteceu. Só sei que em um segundo era tudo para mim, e no próximo não importava mais.
Acredito ter aprendido algumas coisas realmente importantes com isso. Fanatismo? É ótimo pra quem vive apaixonada, e ridículo para quem olha de fora.
Vivam, sei lá. Parem de caçar posers. Parem de exibir seus itens de colecionador ou seja-lá-o-que-vocês-tem de seus ídolos. A um ano e meio atrás, eu iria querer apedrejar quem escreveu esse texto cheio de calúnias e difamações.
Hoje eu sei que não tem como tirar lições pelo que os outros contam. Um dia acontece contigo e tu entende.
(PS.: Esse texto não tem objetivo de ofender ninguém, nem de dar lição de moral. Só estou compartilhando um pouco do que vivi. Se você se sentiu ofendido... sugiro que pense um pouco sobre se o seu grau de fanatismo é saudável.)
A terceira semana de julho, e acho que era uma sexta feira, para ser exata. 2008.
Estava de férias, em uma cidade que posso chamar de segunda casa: Gramado. Não consegui me conter, e tive de ir na livraria. Era daquelas bem aconchegantes: pessoas bebendo chocolate quente na entrada, o chão de madeira e livros abarrotados por aí. Me dirigi a vendedora: "Acho que o nome é Toillet." Ok, certamente era um nome estranho. Ela me deu em mãos um Twilight. "Crepúsculo. Deve ser este que tu procuras." Dei de ombros. Nem sabia da história do livro. Só havia ouvido falar. Possivelmente falava sobre vampiros os algo assim. Só sei que a capa era linda. Não me entenda mal, sempre julguei livros pela capa, e isso sempre me levou a ótimas leituras. Voltei para casa e, alheia ao mundo ao meu redor, comecei a leitura. As cinco da manhã parei de ler: havia terminado o livro.
Essa leitura desencadeou um fanatismo que eu não esperava. Em uma semana havia lido o resto da coleção (menos o último, que ainda não havia sido lançado naquela época). Foi uma época ótima para mim, pois conheci pessoas que hoje são grandes amigas, e uma certeza que tenho é que terei grandes histórias para contar para, bem, quem quiser ouvir.
Foi bom enquanto era exclusivo. Enquanto eu conseguia olhar no rosto das pessoas e dizer quem já havia lido o livro.
Não sei como aconteceu. Só sei que em um segundo era tudo para mim, e no próximo não importava mais.
Acredito ter aprendido algumas coisas realmente importantes com isso. Fanatismo? É ótimo pra quem vive apaixonada, e ridículo para quem olha de fora.
Vivam, sei lá. Parem de caçar posers. Parem de exibir seus itens de colecionador ou seja-lá-o-que-vocês-tem de seus ídolos. A um ano e meio atrás, eu iria querer apedrejar quem escreveu esse texto cheio de calúnias e difamações.
Hoje eu sei que não tem como tirar lições pelo que os outros contam. Um dia acontece contigo e tu entende.
(PS.: Esse texto não tem objetivo de ofender ninguém, nem de dar lição de moral. Só estou compartilhando um pouco do que vivi. Se você se sentiu ofendido... sugiro que pense um pouco sobre se o seu grau de fanatismo é saudável.)
Assinar:
Postagens (Atom)