Passei as duas últimas semanas na praia. Em relação ao tempo, essas duas semanas não poderiam ter sido escolhidas de forma pior. Chuva incessante do primeiro ao último dia (que foi adiantado em 24h, pois ninguém aguentava mais o tempo). Esse tempo ocasionou um certo problema: a falta do que fazer. Ir a praia não era uma opção, nem ir ao centro, pois chovia demais até mesmo para isso. Ficar em casa se tornou a melhor ideia. Agora, casa alugada e pequena, com sofá desconfortável e em um numero proporcionalmente menor do que o número de habitantes da casa, só piorava a situação.
Decidi ler. Não foi uma decisão muito revolucionária, para ser bem sincera. Sempre vou munida de vários livros para a praia e leio todos antes de voltar. Mas acho que esses dias em que fiquei "incubada" em casa me trouxeram outra face da leitura que antes eu simplesmente não observava.
Li alguns livros realmente emocionantes. Deixavam a desejar um pouco na forma como eram escritos, apesar de seu autor ser bem conceituado. Mas ok, romances adolescentes deixaram de ser meus favoritos a alguns anos, e eu sabia que estaria me arriscando ao comprar um box com quatro livros do mesmo autor, especialmente sobre esse tema. Chorei lendo todos eles. Quem me conhece, sabe que eu sou a legítima torneirinha: choro excessivamente. Mas esses livros realmente me tocaram. Depois desses, li um romance policial muito bom, e finalmente me senti em casa novamente. E foi com esse livro que eu percebi qual a diferença que a leitura dá para minha vida.
Ao terminar de ler cada um deles, apliquei a mensagem deles ao momento que vivia, sem nem ao menos perceber. Isso me deu a oportunidade de observar meus problemas, ansiedades e todos os outros sentimentos de outra forma, pois não analisei-os da forma que costumo fazer. Não foi aplicando meus valores nem nada do tipo. Simplesmente apliquei algo que o livro em si passou para mim, e consegui uma nova perspectiva. Percebi estar errada em algumas situações e decidi ser mais flexível em outras.
Essa é a importância dos livros para mim. Sempre vai haver algo novo para observar.
Um livro novo sempre vai te dar uma nova perspectiva.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Making momma so proud.

Ultimamente tenho escutado muitas pessoas falando sobre as crianças e seu desejo cada vez maior de crescer. Parece que elas não tem conseguido aproveitar a fase da vida pela qual passam, querendo sempre estar um passo a frente, aparentando mais do que elas de fato são. Realmente, concordo com o fato de que cada vez mais essa tendência vem crescendo, mas não tenho tanta certeza em relação aos que dizem que isso seria errado.
O maior argumento dado pelos que são contra essa pressa é que as crianças estão perdendo um período de sua vida que nunca poderão viver novamente, e que, se não bem aproveitado, pode trazer problemas no futuro. Não sei, para mim isso sempre pareceu algo natural. Talvez brincar de gente grande não devesse ser algo levado de uma forma tão séria, e sim interpretado com a mesma conotação que as crianças dão à brincadeira.
Eu, quando criança, sonhava em ser adolescente. Queria ter namorados, queria me maquiar, usar roupas lindas, pintar as unhas... Nenhum desses fatores é algo que uma criança faz com naturalidade, certo? É exatamente esse o meu ponto. As crianças sonham com o momento em que se tornarão "grandes" e, certo, brincam de ser adultos. Que mal faz a criança pintar suas unhas com esmaltes infantis ou se arrumar com as maquiagens da mãe de vez em quando? Isso se torna uma atividade divertida, que faz com que as elas aproveitem sim o momento no qual vivem (ou você já viu alguém maquiado da mesma forma que uma criança brinca de se maquiar?) sonhando com o que serão um dia. Claro, sem exageros.
Enquanto as crianças puderem se divertir dessa forma, aproveitando o presente se divertindo com o futuro, dou meu apoio. E, pais preocupados, por favor deixem essa paranóia de lado: o que seu filho faz é exatamente o que você fazia muitos anos atrás.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Política.
Eleições. De vez em quando, a galera tem a chance de fazer algo pelo país, tentando mudar as diversas insatisfações apresentadas por... bem, todo mundo. Não lembro de ter ouvido muita gente comentar sobre como a política no Brasil é ótima. Então, de quatro em quatro anos (se não contarmos as eleições para prefeito), é nos dada a oportunidade de exercer a mudança que cobramos.
Claro, sempre há o comentário "Mas pra quê? Só tem candidato corrupto mesmo..." e a imensa gama de variações que integra esse grupo. Não vou dizer que sou a pessoa mais interessada ou expert em política, porque realmente não sou. Acho que esse foi o primeiro ano em que as eleições significaram algo pra mim e eu tive algum interesse por elas, mas notei tanta coisa que me deixou tão perdida...
Todos procuram o progresso do país (ordem e progresso, não era essa a fala?), só que nessa busca, esquecem de levar consigo a seriedade. Acabam por votar em determinada pessoa porque ela tem um dedo a menos ou parece o Tiririca (mais do que seria agradável). E aí eu me pergunto, qual será nosso futuro? Como li esses dias, "o Brasil perde o país, mas não perde a piada". Triste realidade, talvez? Realmente acredito em pessoas sérias, que pesquisam e se interessam por isso, votando com seriedade em quem realmente acreditam que poderá oferecer o melhor futuro possível para todos nós.
Talvez, o que realmente esteja perdendo o Brasil, seja essa parcela que simplesmente não se importa. Ou que prefere não perder a piada.
Claro, sempre há o comentário "Mas pra quê? Só tem candidato corrupto mesmo..." e a imensa gama de variações que integra esse grupo. Não vou dizer que sou a pessoa mais interessada ou expert em política, porque realmente não sou. Acho que esse foi o primeiro ano em que as eleições significaram algo pra mim e eu tive algum interesse por elas, mas notei tanta coisa que me deixou tão perdida...
Todos procuram o progresso do país (ordem e progresso, não era essa a fala?), só que nessa busca, esquecem de levar consigo a seriedade. Acabam por votar em determinada pessoa porque ela tem um dedo a menos ou parece o Tiririca (mais do que seria agradável). E aí eu me pergunto, qual será nosso futuro? Como li esses dias, "o Brasil perde o país, mas não perde a piada". Triste realidade, talvez? Realmente acredito em pessoas sérias, que pesquisam e se interessam por isso, votando com seriedade em quem realmente acreditam que poderá oferecer o melhor futuro possível para todos nós.
Talvez, o que realmente esteja perdendo o Brasil, seja essa parcela que simplesmente não se importa. Ou que prefere não perder a piada.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Falso Patriotismo

Copa do Mundo. Não sei como funciona em outros países, mas se você mora no Brasil, é impossível viver sem ter sua rotina alterada por causa dela. Escolas modificam o horário das aulas, pessoas deixam de trabalhar e até consultas médicas são desmarcadas por causa dos jogos (falo por experiência própria). Nessa semana, só ouvimos falar sobre a expulsão do Kaká, a eliminação da Itália e as famosas vuvuzelas.
É claro que alguns não conseguem se conformar com toda essa alteração de rotina simplesmente por um jogo de futebol. É aí que começam a falar "brasileiro só vira patriota em época de Copa do Mundo". E metade da nação (aquela mesma nação que adora não ter aula para assistir aos jogos) concorda. Sinto muito, mas não posso dizer o mesmo. Não vou usar aquele antigo argumento do "futebol é a única coisa que o Brasil sabe fazer", porque também não acredito nisso. Ok, talvez paralisar o país inteiro por causa de uma partida de futebol seja algo desnecessário. Um certo exagero. Mas isso não quer dizer nada.
Concordo com o fato de que brasileiros não são patriotas. Onde eu moro é fácil ouvir pessoas dizendo que tem orgulho de serem gaúchas, porém é uma extrema raridade ouvir alguém comentando que tem orgulho de ser brasileiro. Por algum motivo, nosso país foi sendo desvirtuado por seus próprios habitantes, e no fim, ser brasileiro "não vale nada". Difícil será me convencer de que brasileiros viram patriotas apenas pela Copa do Mundo.
Pois os brasileiros que nunca foram patriotas nao viram patriotas nessa época. No dicionário, patriota: "Pessoa que ama a sua pátria e procura servi-la". Não vejo disso na Copa. O que eu vejo são milhares de pessoas torcendo por seu país, vibrando por vitórias, chorando por derrotas. Pessoas que se importam em fazer bem o que sabem que tem capacidade de fazer. Se eu fosse perder um centavo por todos os carros com bandeirinhas do Brasil que já vi esse ano, estaria pobre. Mas para que essas pessoas torcem? Para o time.
Simples assim. Toda essa torcida é para um time. E ao meu ver, isso nao é patriotismo. No momento em que os brasileiros em geral souberem cantar o hino, poderemos chamá-los de patriotas. No momento em que as pessoas começarem a se importar com a política do país, poderemos chamá-las de patriotas. Posso listar mais milhares de exemplos sobre que características tornam uma pessoa patriota, e futebol nunca será uma delas. Saber a escalação do Brasil no próximo jogo não torna ninguém patriota, e sim fanático.
Então, por favor, parem de reclamar sobre esse falso patriotismo inexistente. Antes disso, pensem um pouco sobre o que vocês querem para seu país. Decorem o dia da independência do Brasil, e depois venham me falar sobre patriotismo.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
A real sobre contos de fadas.

Com o dia dos namorados se aproximando cada vez mais, olho ao meu redor para ver o cenário caótico e depressivo que está sendo construído. Quero dizer, o dia 12 de junho traz muita felicidade para todos que irão passá-lo com seu amor (por motivos muito claros). Só não consigo entender o outro lado do dia dos namorados: o lado depressivo e melancólico que parece abater cerca de 80% dos indivíduos do sexo feminino (nesse caso, as desacompanhadas).
Juro que não entendo. Qual é o grande problema em estar sozinha, afinal? Qual a dificuldade em passar o dia dos namorados como qualquer outro dia normal, vivendo como você viveu até agora? Claro, esse dia é um lembrete gigante que diz: VOCÊ ESTÁ SOZINHA. E daí?
Meu objetivo não é escrever um texto de auto-ajuda dizendo que, mesmo estando solteira, você é linda, maravilhosa e um dia vai encontrar seu príncipe encantado. Primeiro, porque se você fosse linda, de fato teria um namorado (brincadeirinha pessoal, brincadeirinha...). Bem, brincadeirinhas à parte, voltamos para o assunto... Primeiro, eu sou uma das pessoas que nunca poderá te dizer o quanto você é linda e maravilhosa porque eu simplesmente não te conheço, e não estou em um humor adequado para ficar puxando o saco de qualquer um sensível o suficiente para ficar abalado pelo dia dos namorados. Segundo, porque eu tenho certeza de que se você fica deprimida por passar esse dia sozinha, o seu objetivo é um príncipe que venha a cavalo e seja o homem mais fofo, lindo, sexy, inteligente, respeitoso, engraçado e másculo do universo. Ou seja, você procura um homem perfeito. E um desses, vai ser difícil de encontrar.
Não quero que você me ache cética por não acreditar em príncipes (sou cética por outros motivos), porque, uma grande verdade sobre a minha pessoa, é que eu acredito sim em príncipes. Só não com esse nome, porque aí tudo fica meio old fashion demais para o meu gosto. As meninas que procuram por príncipes já criaram em suas mentes um perfeito estereótipo do que querem, tanto física quanto psicologicamente. E é aí que complica; pois o que procuram é um ideal de perfeição que não será alcançado por elas.
Agora que você me pergunta: mas você não disse que acredita em príncipes? Sim, acredito. Mas não os que seguem ideais de beleza e se comportam exatamente do jeito que suas princesas desejam. Você só encontrará seu príncipe quando largar o estereótipo criado em sua cabeça. Aí sim você o encontrará: talvez não tão bonito quanto você queria, e nem tão perfeito como em seus sonhos. Mas é seu. E o importante mesmo é o amor que une vocês dois. Você não vai encontrar um homem perfeito, mas poderá encontrar o homem perfeito para você, com todos os defeitos que você nunca desejou, porém aprendeu a conviver com. Afinal, defeitos não nos faltam, da mesma forma que amor não faltará...
Não queria que esse texto se tornasse meloso e clichê como se tornou. Mas espero que tenha feito você repensar sua obsessão pelo dia 12 de junho, e parar de procurar incansavelmente por seu príncipe vindo a cavalo. De qualquer jeito...
Feliz dia dos namorados.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Diga-me quem és, e não com quem andas
Diga-me com quem andas e te direi quem és. Já ouviu essa frase? Possivelmente, milhões de vezes. A primeira vez que você ouviu foi com a sua mãe: você estava falando sobre algum amigo que lhe trouxe problemas, ou alguma amizade considerada uma “má influência”. E então sua mãe falou isso. E tua única resposta foi: “Ai mãe, chega”. Então, um tempo depois, uma colega sua falou isso. Em algum momento esse assunto chegou, e ela quotou perfeitamente as palavras de sua mãe. A verdade é que são inúmeras as vezes que ouvimos alguém falando essas exatas palavras, e todos que já a ouviram alguma vez passaram a frase em diante. É, bem assim que o mundo funciona. Mas quantos desses que já disseram essa frase pararam para pensar sobre seu significado?
Eu realmente nunca havia refletido sobre isso. Como boa parte dos ditos populares, poucos se questionam sobre os mesmos. Pergunte para um grupo de pessoas se eles concordam com essa frase, e com certeza alguns não hesitarão antes de responder que sim. Não posso assinar embaixo.
Ok, vou dar um exemplo. Verídico, ainda por cima. Foi o que me fez questionar sobre a verdade (ou falta dela) por trás dessa frase.
Em 2009, mudei de colégio (mais uma vez). Era meu terceiro colégio, e eu sinceramente estava rezando para que tudo desse certo e não fossem necessárias mais mudanças (ou não, a verdade é que aquela adrenalina de colégio novo é tri boa). Só sei que, logo de cara, percebi que as pessoas de lá (em sua maioria, pense que também haviam algumas exceções) não tinham o meu perfil. Não mesmo. Minhas colegas ouviam as músicas que eu abominei minha vida inteira, usavam as roupas que eu nunca conseguiria usar e até se tratavam de uma forma completamente diferente da qual eu estava acostumada. Me senti um verdadeiro peixinho fora d’água. No começo, foi complicado. Foi difícil encontrar algo em comum com alguma delas. Acho que passei por algumas fases, e a primeira certamente foi a relutância. Não sei lhe dizer o que mudou para mim (provavelmente foi a idéia de que dar uma chance a elas não seria tão ruim), mas posso dizer que alguns meses depois tinha encontrado amigas. Completamente diferentes de mim, mas ainda assim amigas.
Agora, vamos aplicar aquela frase lá de cima. Diga-me com quem andas e te direi quem és? Então, seria simples presumir que eu adoro um pagode e roupa de suplex (?) só porque eu ando com meninas que fazem esse estilo. Quem me conhece, sabe que eu odeio pagode e tenho pavor dessas calças abomináveis.
Então talvez esse ditado não funcione tão bem assim. Você pode dizer que eu sou apenas uma exceção, e talvez eu seja mesmo. Mas o que eu aprendi foi que não devemos julgar as pessoas por quem elas andam com. Por mais que seja difícil. Caso contrário, precisaremos de uma margem de erro bem grande.
Eu realmente nunca havia refletido sobre isso. Como boa parte dos ditos populares, poucos se questionam sobre os mesmos. Pergunte para um grupo de pessoas se eles concordam com essa frase, e com certeza alguns não hesitarão antes de responder que sim. Não posso assinar embaixo.
Ok, vou dar um exemplo. Verídico, ainda por cima. Foi o que me fez questionar sobre a verdade (ou falta dela) por trás dessa frase.
Em 2009, mudei de colégio (mais uma vez). Era meu terceiro colégio, e eu sinceramente estava rezando para que tudo desse certo e não fossem necessárias mais mudanças (ou não, a verdade é que aquela adrenalina de colégio novo é tri boa). Só sei que, logo de cara, percebi que as pessoas de lá (em sua maioria, pense que também haviam algumas exceções) não tinham o meu perfil. Não mesmo. Minhas colegas ouviam as músicas que eu abominei minha vida inteira, usavam as roupas que eu nunca conseguiria usar e até se tratavam de uma forma completamente diferente da qual eu estava acostumada. Me senti um verdadeiro peixinho fora d’água. No começo, foi complicado. Foi difícil encontrar algo em comum com alguma delas. Acho que passei por algumas fases, e a primeira certamente foi a relutância. Não sei lhe dizer o que mudou para mim (provavelmente foi a idéia de que dar uma chance a elas não seria tão ruim), mas posso dizer que alguns meses depois tinha encontrado amigas. Completamente diferentes de mim, mas ainda assim amigas.
Agora, vamos aplicar aquela frase lá de cima. Diga-me com quem andas e te direi quem és? Então, seria simples presumir que eu adoro um pagode e roupa de suplex (?) só porque eu ando com meninas que fazem esse estilo. Quem me conhece, sabe que eu odeio pagode e tenho pavor dessas calças abomináveis.
Então talvez esse ditado não funcione tão bem assim. Você pode dizer que eu sou apenas uma exceção, e talvez eu seja mesmo. Mas o que eu aprendi foi que não devemos julgar as pessoas por quem elas andam com. Por mais que seja difícil. Caso contrário, precisaremos de uma margem de erro bem grande.
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